Onze e trinta.

Não cante
Não me desencante
Mais.
Nem esquente,
não tente
seguir mentindo
brincando
fingindo.

Siga em frente
Por que eu
não mais estou
Já  fui
paguei o preço 
que tu dizias
Que por amor
pagaria.

Foi muito alto
foi só meu
quem pagou
foi eu
e não você.

Então não
me condene
por não mais
querer 
não me condene
por te condenar
por me contar
meias verdades
para esconder
teu descaso
tua covardia

Deixa estar
deixar de amar 
é diferente 
de devastar
Deixar de amar
às onze e trinta 
e ao meio dia
um outro olhar.  
Deixar de amar
sem fins covardes
assépticos, vazios.
Deixar de amar
com integridade 
com outro tom.

Então eu vi
Sempre te soube
Te conheci
Na exata hora 
em que te vi partir

E eu?  
Que me foda,
Me cuide
E me alimente
E você?
Vá em frente
sem a culpa que você não sente
leve todo seu desamor
e não olhe mais para trás.



Andréa Beheregaray.




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