Juntos-separados

"É preciso reservar um canto todo nosso, todo livre, e lá estabelecer nossa verdadeira liberdade e nosso retiro e solidão. Aí devemos praticar nossa conversa habitual, de nós para nós mesmos, e tão privada que nenhum convívio ou comunicação com as coisas externas encontre espaço: discorrer e rir, como se sem mulher, sem filhos e sem bens, sem séquito, sem criados, a fim de que, quando chegar o momento de sua perda, não nos seja novidade dispensá-los. Em última instância, se pensarmos com certa profundeza e coragem, estamos sempre 'sozinhos-com', caso contrário todas as nossas relações seriam, relações de fusões, dando como consequência a perda da nossa individualidade. Somos sempre juntos-separados."


Montaigne.
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