quinta-feira, 30 de julho de 2015

Processo Penal e Política Criminal - Gabriel Divan.


Foi um prazer participar deste 'teaser' super bem produzido 
Emoticon wink
Processo Penal e Política Criminal de Gabriel Divan
Muito orgulho desse meu amigo 


Link do vídeo de divulgação  

Com a palavra, Gabriel...

É com imenso orgulho que eu e anuncio que meu segundo livro, "Processo Penal e Política Criminal - Uma reconfiguração da Justa Causa para a ação Penal" já está à venda, no site da Editora Elegantia Juris e nas melhores livrarias do ramo.
Eu poderia ficar aqui falando interminavelmente sobre a obra (que tem prefácios de Juarez Cirino Dos Santos e Rubens Casara ), sobre o que ela contém, sobre o seu sumário, sobre qual o "espírito" que ela carrega.
Mas eu prefiro deixar essa tarefa para uma série de pessoas muito mais talentosas e fotogênicas! Em uma produção da Cartel Filmes fiquem com um pouco do que o livro traz consigo, nas palavras de:
A partir do dia 31/07 no meu novo site ( http://gabrieldivan.com ) o livro também estará disponível GRATUITAMENTE para download. Não precisa 'piratear' a obra: ela JÁ NASCEU PIRATA. Mais do que 'curtir' - compartilhe!
Seja a mudança que você quer ver no mundo e supra você mesmo o que está faltando!

terça-feira, 21 de julho de 2015

Sobre fogueiras e bruxas e o mendo do feminino.


Em outros tempos não tenho dúvida sobre meu destino.
Porque pensar é pecado.
Mostrar o que se quer esconder é perigoso.
Ser quem se é, também!

Um salve as bruxas modernas!


Emoticon wink



segunda-feira, 20 de julho de 2015

Onze e trinta.

Não cante
Não me desencante
Mais.
Nem esquente,
não tente
seguir mentindo
brincando
fingindo.

Siga em frente
Por que eu
não mais estou
Já  fui
paguei o preço 
que tu dizias
Que por amor
pagaria.

Foi muito alto
foi só meu
quem pagou
foi eu
e não você.

Então não
me condene
por não mais
querer 
não me condene
por te condenar
por me contar
meias verdades
para esconder
teu descaso
tua covardia

Deixa estar
deixar de amar 
é diferente 
de devastar
Deixar de amar
às onze e trinta 
e ao meio dia
um outro olhar.  
Deixar de amar
sem fins covardes
assépticos, vazios.
Deixar de amar
com integridade 
com outro tom.

Então eu vi
Sempre te soube
Te conheci
Na exata hora 
em que te vi partir

E eu?  
Que me foda,
Me cuide
E me alimente
E você?
Vá em frente
sem a culpa que você não sente
leve todo seu desamor
e não olhe mais para trás.



Andréa Beheregaray.




Dia do amigo :)


sexta-feira, 17 de julho de 2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Juntos-separados

"É preciso reservar um canto todo nosso, todo livre, e lá estabelecer nossa verdadeira liberdade e nosso retiro e solidão. Aí devemos praticar nossa conversa habitual, de nós para nós mesmos, e tão privada que nenhum convívio ou comunicação com as coisas externas encontre espaço: discorrer e rir, como se sem mulher, sem filhos e sem bens, sem séquito, sem criados, a fim de que, quando chegar o momento de sua perda, não nos seja novidade dispensá-los. Em última instância, se pensarmos com certa profundeza e coragem, estamos sempre 'sozinhos-com', caso contrário todas as nossas relações seriam, relações de fusões, dando como consequência a perda da nossa individualidade. Somos sempre juntos-separados."


Montaigne.
https://www.facebook.com/EscritosMalditos



Psicologia e Direito - Pós Graduação em Ciências Penais PUCRS.




Um grande prazer participar da banca examinadora das alunas Inara e Luiza ao lado do colega a quem tanto admiro, professor Marcos Rolim, .  





quarta-feira, 8 de julho de 2015

Rádio - Toda quarta na Rede Pampa de Comunicação.



Toda quarta no ar com Gustavo Victorino - AM970  
 Emoticon smile
Temas: Redução da idade Penal, a participação das mulheres na política com Any Ortiz , Inveja, Vingança Virtual -limites entre público e privado.

https://www.facebook.com/EscritosMalditos 

terça-feira, 7 de julho de 2015

Sombra - Jung.




Essa frase contem profundo conhecimento. Projetar a sombra pessoal nos demais é fonte de sofrimento, discórdia, preconceito e não aceitação das diferenças, tanto nas relações pessoais e familiares, quanto nas relações sociais.
Marginalizar, segregar, excluir e ofender o diferente passa pela projeção da sombra daqueles que se acreditam corretos, senhores da verdade. Dos rígidos de toda ordem, moralistas de plantão, daqueles que acham que o único modelo de vida moral e digno é o seu.
Pessoas assim, incapazes de aceitar, compreender, viver e sentir a diferença como construtiva que são fonte da violência social.
É só quando aceitarmos em nós nossa natureza complexa, ambivalente, 'suja', invejosa, violenta e vil é que estaremos aptos a transformar a realidade social que nos cerca sem discursos ou moralismo barato, mas de forma construtiva e efetivamente transformadora.
Não somos tão bons quanto gostaríamos de ser, nem tão ruins a ponto de não sabermos conviver com nossa sombra. É ela, é só através dela, que evoluímos. Quando aceitamos nossas falhas e pecados é que deixamos de cuidar e apontar os erros da vida alheia e então nos preocupamos com o que realmente importa. Paramos de apontar os outros e cumprimos a difícil tarefa de apontarmos a nós mesmos, e só assim podemos ser realmente melhores abandonando a fachada de bons.
Andréa Beheregaray.

Amor é incompreensão - O que é necessário e importante para se viver uma verdadeira e duradoura história de amor




Quando se ama, o pior inimigo não é, como dizem por aí, o costume. Ele pode ser traduzido em intimidade, à guisa de elogio. A rotina pode ser deliciosa, porto seguro da alma. A mesmice do outro não é chatice, é repouso. A repetição de seu ser nos acolhe como o café fumegante depois do almoço.
A duração de um amor não esbarra nisso. É a idealização das escolhas que a abala. Somos tolos como insetos em volta da lâmpada. Ficamos trocando de parceiro, renovando a expectativa de algo maior, relançando as apostas num encontro absoluto. Balela, amar é combater o desencontro a cada dia. Escute Clarice Lispector: “pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente”.
O convívio não destrói o mistério, pelo contrário. Viver uma vida inteira ao lado de alguém é resignar-se a jamais decifrá-lo. Não nos saciaremos um no outro. Ele nunca chegará a nos pertencer definitivamente. Um rio separa os amantes, travessias são possíveis, mas as margens não se fundirão. Gulosos, consideramos que a felicidade seria fazer-se um: queremos mais do que encaixe, o objetivo é zerar a distância, anular a diferença.
Nesse caso, melhor casar com o espelho ou seguir em busca desse par perfeito, pulando de promessa em promessa, procurando no amor o tesouro escondido da felicidade. O problema é que amor e felicidade sofrem da mesma sina.
São inflacionados, acima de tudo incompreendidos e costumam não ser reconhecidos quando estão presentes. Por natureza, eles são discretos, deixam-se estar, suaves, dispostos a um bom papo. Mas em geral são ignorados. Depois de um tempo, partem incógnitos. Os que não souberam reconhecê-los sequer têm motivo para lamentar por isso, a ignorância protege.
Já a paixão e a euforia nunca passam despercebidas, causam furor quando chegam e todos querem ser vistos a seu lado. São barulhentas e somem sem que se saiba quando foi que a ressaca tomou seu lugar. Os amantes ingênuos são mais afeitos ao estilo dessas últimas. Como num parque de diversões, ficam em longas filas, por meses, anos, na chatice da espera, para viver instantes de vertigem.
Prefiro gastar meu prazo tomando um vinho com a intimidade. Essa, vos asseguro, é mais próxima da felicidade. Acho que nunca terminarei de comemorar a permanência do amor como um presente diário. Um pacote que nunca abro. O mistério de seu conteúdo faz parte da felicidade de tê-lo em mãos.
Diana Corso é psicanalista e autora do livro Fadas no Divã. Escreve há dois anos para Vida Simples.