Palavras.






O que escrevo, o que diz de mim? O que conta do que sou, do que sinto? Resumo, pista, confissão? O que escrevo me reduz ou conduz a imaginação? Eu sou minha palavra ou elas me são? Escudo, ponte, brincadeira, janela, carícia, açoite ou ventania? O que seu olho pode ver? E seu coração, o que diz? 

A tradução que você faz, não diz de mim, diz de você. Se para você eu sou apenas palavras, filograma de um mundo tão particular assim, tão resumido é porque, por distração, desinteresse ou incapacidade tuas mãos tocaram apenas a superfície desse universo tão vasto e profundo que é ser uma pessoa. Não me resuma apenas por não ser capaz de me compreender. O que sou não cabe aqui e nunca caberá. Eu sou uma pessoa. 

Eu sou uma pessoa.

Andréa Beheregaray.

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