Sobre a luz da escuridão.




Sobre a luz da escuridão

Teus dentes rangem
Teu desespero arde
Tenho sede
Teu grito agudo,
dilacerado
Corre alto 
no meu sangue

Curva tua agonia
no meu corpo ventre
Sou pouso
da tua pele em carne viva
Travessia da noite
em tempestade
Lasciva, 
me alimento
dos teus desejos 
afiados


Minha mente
aquieta teus fantasmas
cavalgo teus medos
e meus gemidos
silenciam teus demônios
Tua alma antiga
Teu sexo sujo
E teu prazer soberano
secam o gozo
das minhas verdades frias

Te acolho em pleno voo
Te toco em chamas
Na escuridão dos teus dias
Veloz a tua raiva em desatino
rasga outra vez tuas defesas
te acompanho em solidez
e fortaleza


Corre teu veneno 
primitivo em minhas veias
Instintos famintos
A inflamar a boca
derreto tua ira
Sossego teu pranto
te acolho em minha calma.
Te sou
Não temo a escuridão
da tua alma.

Andréa Beheregaray




  
   

Comentários

  1. Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
    reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
    Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
    decerto que virei aqui mais vezes.
    Sou António Batalha.
    Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
    PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
    siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.

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