sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Detonautas - Mais uma vez


Muito.


Uma oração.











"Meu Deus, não sou muito forte, não tenho muito além de uma certa fé. Preciso agora da tua mão sobre a minha cabeça. Que eu não perca a capacidade de amar, de ver, de sentir. Que eu continue alerta. Que, se necessário, eu possa ter novamente o impulso do vôo no momento exato. Que eu não me perca, que eu não me fira, que não me firam, que eu não fira ninguém. Livra-me dos poços e dos becos de mim, Senhor. 
Que meus olhos saibam continuar se alargando sempre."


Caio Fernando Abreu

Sobre erros e responsabilidades.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Sobre gestos e palavras.





Algumas pessoas dizem que se importam com você, mas o que dizem não condiz com aquilo que podemos perceber. Já outras não dizem nada e nem precisam dizer, por que seus gestos valem mais que qualquer palavra. Escute o silêncio das palavras é lá que reside a verdade de cada um. Basta fechar os olhos e ouvir com o coração.

Andréa Beheregaray.

Um oásis dentro de mim





 


Eu sei, esse tempo todo foi eu quem te inventei. Mas fui sincera quando disse que você me transformou. Nesses instantes de você, suguei até o fim essa possibilidade de ver a vida de um jeito novo. Essa chance de voltar a acreditar. Não que eu acredite agora, não. Mas poder acreditar, mesmo que por breves instantes, me trouxe alívio, entende? 

É como se você me encontrasse caminhando em pleno deserto. Plena de vazios, aridez, vastidão. E então você estendeu a mão, me deu água, sombra e trouxe um pouco de alívio. Mesmo sabendo que em breve teria eu que voltar a caminhar sob o sol forte. Esse mesmo sol que tem queimado minha pele e tem me ressecado por dentro. Não importa. Vivi a parada, o instante. Sempre soube que você era apenas uma miragem. Uma linda miragem. Nos teus braços adormeci na tentativa de afastar o sol. E nos meus sonhos encontrei um céu repleto de estrelas doces, que sempre me lembram pontinhos de luz a brilhar atrás do manto azul escuro, cheio de pequenos furos. Sim, alguém furou o manto da noite, deve ter sido Deus para nos espiar, e pelos furos a luz do dia teima em passar. E foi lá no alívio do azul que encontrei um pouco de paz.

Miragem que é miragem não dura e a luz que passa faz lembrar a hora da partida. Não lamento mais as coisas que tenho perdido pelo caminho, hoje trago na alma a gratidão de ter podido encontrá-las. Porque antes, minhas mãos secas se recusavam a tocar esses pequenos tesouros que encontrava no caminho. Maldizia a sorte de vê-los, prevendo o momento de partir. E nisso estava toda a revolta contra meu destino nômade. A recusa secreta de ser só. Não sei se por amadurecimento ou cansaço, hoje aceito meu destino de andarilha. Uma possibilidade de amor é uma pequena bênção recebida. Seguro contemplativa esse pequeno oásis de vida, água pura. Sem temores, dispo-me de toda roupa e de todo o fardo, deixando apenas uma branca túnica da qual nunca me separo. Mergulho serena na água limpa, mesmo sabendo que ela não está lá. Já não tenho medo de ir até o fundo.


Pequenas oferendas deixadas no caminho, por piedade divina, sempre foram, mesmo para aqueles que as recusam, uma possibilidade de transformação profunda. Você pode mergulhar naquilo inteira, ou tentar evitar. E quem tenta evitar, sabe no fundo que, não há escapatória, que você só vai tornar tudo mais difícil, mais sofrido. Que você vai tentar desviar das águas, mas mesmo assim você irá cair nelas. E se debatendo vai sofrer ainda mais. Ou vai sofrer se acreditar que pode entrar na água limpa e doce, que aquelas águas te aguardavam,que são suas e sempre te esperaram. E então você entra, confiante, e acha que pode ali permanecer para sempre. E então você fica e se recusa a voltar. E então a água vira lama, e te consome, gruda em você e já não é mais possível respirar e nem se movimentar. 

E ai você descobre que nada pode permanecer dentro para sempre, que sempre chega a hora de nascer. Que se você não sair ou for expulso, você morre. É preciso seguir viagem. E hoje vejo no teu olhar, que de alguma forma algo mudou dentro de mim. Que a vida não deixou de doer, que o sol não vai parar de queimar, mas o caminho pode ser mais bonito. Que é preciso entrar sabendo que vai chegar o momento de sair, mas que essa lucidez não vai impedir o mergulho, a entrega, o alívio. Que do sol e da lucidez eu não posso escapar, é minha sina, mas na hora da partida posso levar você comigo de um jeito outro, sem ter que morrer, ou ter que ficar. Não é mais preciso secar para poder seguir. Porque é possível amar e mesmo assim partir. Abastecida, até a próxima miragem.


A.Beheregaray.

sábado, 24 de novembro de 2012

Sobre loucos e bêbados.









E ai ele questionou se eu escrevo bêbada - "Por que só pessoas loucas ou bêbadas teriam pensamentos iguais aos dela".

Eu me questionei sobre os loucos e os bêbados e suas verdades aparentemente desconexas, regidos pela lei do inconsciente - sabemos que a lógica nunca morou no inconsciente, também lá não é a casa da mentira.

Os loucos e os bêbados possuem algo em comum, a sinceridade.

Não sur
preende que sejam considerados pessoas incômodas. Sempre tão alheios aos pactos sociais carregados de hipocrisia e cinismos, onde os comodistas circulam silenciosos e os bajuladores sorridentes para todo idiota que possua algum tipo de poder, em que todo mundo diz a mesma coisa por medo de pagar o preço da discordância, e todos escondem suas loucuras por medo da crítica.

O medo de parecermos loucos anda de mãos dadas com a hipocrisia e a hipocrisia é inimiga de tudo o que é autêntico e verdadeiro.

Concluí que se tratava de um elogio, pois antes bêbada do que uma papagaia que reproduz por ai regras, normas, ideias alheias e receitas medíocres de felicidade.


In vino veritas.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Judeus e Palestinos!


Sambinha na onda do fim do mundo.




 "Tem gente que é o pecado em pessoa.
Pedaço de mau caminho.

Se todo mau caminho
fosse igual a você eu ia,
tundunchicundum,
eu percorria, eu percorria
tunduchicundum
com alegria"


Sambinha na onda do fim do mundo.

Andréa Beheregaray
Com participação especial de Luis Sergio Cabreira.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Gosto dos motivos por que gosto de ti.



Gosto do brilho dos teus olhos, dos teus tormentos, dos teus demônios, da profundeza da tua alma, dos teus mergulhos e teus delírios. Do teu jeito de encontrar tesouros na escuridão.

Gosto das tuas ideias, teus pensamentos, da tua contradição. Gosto dos teus equívocos, dos teus espantos e do teu desejo de ir além.

Gosto dos teus temperos, teus desatinos, da tua ira, tua loucura, dos teus escudos, tuas esquivas. Da sensibilidade que é tua cura, que te envenena, que te mata e fortalece, que te faz ser mais.

Gosto do teu gosto, do teu gozo, do teu sexo, dos teus cheiros, da tua pele em carne viva que sangra, que grita e vibra.

Gosto da tua língua, teu idioma, da força das tuas verdades, dos teus enredos, tuas mentiras, tua maldade. Gosto dos teus sentidos, dos teus opostos, das tuas lutas, tua coragem, teu santo forte, tua lealdade, do jeito fiel de seguir teu coração.

Gosto dos motivos por que gosto de ti. 


Andréa Beheregaray    



domingo, 18 de novembro de 2012

Festa Nacional da Música 2012.




Muito legal a entrevista que vai ao ar neste terça-feira as 17h no programa Girando pela Cidade - canal 20 net - com a repórter Adriana Biacchi da Silva da Silva sobre os perigos na internet.

Eu e o cantor Rodrigo Ferrari II com a presença da minha parceira Luci Trindade produtora da Fade Vídeo e na viola Renato Furacão.

Ficou ótimo Adriana!
Festa Nacional da Música 2012 - só lembranças boas ;)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Tristeza necessária.











"Nosso tempo comete muitas injustiças contra a tristeza e a melancolia. Não falo da tristeza extrema, falo da tristeza necessária. Aquela que nos coloca diante do imprescidível e valioso. Que faz submergir a alma e nos leva para além da superfície das coisas visíveis, ao encontro do essencial e verdadeiro em nós. Da encontro com a tristeza vemos nascer sensibilidade e beleza."


Andréa Beheregaray.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Reeditando...


NUNCA MAIS.

NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS - NUNCA MAIS E PONTO FINAL.

domingo, 11 de novembro de 2012

Liberdade.


"Não vou abrir mão da minha liberdade em troca da ilusão de segurança, em nome de verdades perfeitas, afetos mornos ou por medo da solidão. Não posso oferecer a outra pessoa, se não aquilo que possuo, o amor pela liberdade. Não tenho escolha. Sou livre e sempre serei."

Andréa Beheregaray.

sábado, 10 de novembro de 2012

Memórias mortas.




"Eu vou apagar você
da minha biografia
e esquecer que um dia

você esteve aqui.

Eu vou apagar você
da minha biografia
e nada em mim
irá lembrar você

Desarrumar o quarto
dessas memórias mortas
eu vou trancar a porta
e nunca mais abrir

Nenhum sorriso
nenhuma lágrima 
nenhum vestígio 
do nosso amor

Eu vou apagar você
da minha biografia
e esquecer que um dia
você me fez feliz."



Andréa Beheregaray



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sabedoria.


Saber viver!


Eros.










"O homem acha que possui uma mulher quando ele a tem sexualmente. Nunca ele tem tão pouco. Pois para a mulher só o relacionamento erótico é realmente determinante".

Carl Gustav Jung.

Escritos Malditos.




  
Trecho do meu Livro Escritos Malditos compartilhada por Tico Santa Cruz no face.

A imagem já teve mais de 9 mil compartilhamentos como sendo de autoria dele. Explica-se, ele colocou a autoria nos comentários, mas a internet é mais rápida

e a frase propagou-se na velocidade da luz. Não foi plágio, como me escreveram alguns, podem ficar tranquilos.

Então fica assim, tudo junto, misturado. Eu de co-autora da minha frase, ou fica ele de co-autor. Ou ficamos os dois. ;)

O que vale é o questionamento sobre os moralista de plantão.

Meu ex editor vivia resmungando dos Escritos Malditos (editor que não é o Fábio Fabrício Fabretti, rsrrss). De longe meu livro preferido!!

Que os Escritos Malditos sigam livres navegando pela internet!

sábado, 3 de novembro de 2012

Tão bom errar assim.






Quando um amor acaba achamos que nunca mais vamos sentir algo parecido outra vez. Felizmente, frequentemente estamos equivocamos em relação a isso.