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domingo, 16 de setembro de 2012

Sobre desistir...

 
Calmamente ela desistia das pessoas. E com o passar do tempo, e quanto mais o sol nascia na sua janela, mais calmamente ela desistia. Na impossibilidade de não amanhecer todos os dias, mansamente ela vivia. Aprendia todos os dias a suavemente desistir, sabiamente desistir de tudo o que resiste, ou deseja com fraqueza.

Por que ela acreditava que amor não se pede e então, se tivesse que pedir, partia.

E ao longo dos dias que se sucediam, ela ia ganhando o ar sereno daqueles que sabem desistir em paz. Aprendeu com o tempo a usar sua força naquilo que valia a pena. E se alguém por ventura quisesse ficar, então ela amava.

Amava com a força daqueles que não desistem nunca, daquilo que quer ficar.
Andréa Beheregaray


4 comentários:

  1. Acho que nenhum outro texto falou tanto por mim um dia! Oo

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  2. Para mim, o texto só não foi mais certeiro porque esqueceu de falar que, às vezes, desistir é necessário. Que assim como o sempre não é para sempre, o nunca não é nunca. Não adianta estar ao lado de alguém que, por mais que amemos, nos faz mal, mesmo que queiram ficar.
    Amar não é suficiente. Tem que saber amar, infelizmente.

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