Sobre como nos tornamos desconfiados depois de sofrer por amor.









"Na medida em que experenciamos decepções, sofrimentos e separações nas relações amorosas, tendemos a nos tornarmos mais cautelosos e desconfiados no amor. Se por um lado isso pode ser positivo, pois conseguimos antecipar o enredo e o final de algumas histórias sem futuro, por outro, essa mesma cautela pode impedir que um novo amor aconteça, pois não há entrega com desconfiança nem relação pela metade.  As decepções podem se tornar algemas que nos imobilizam e nos impedem de amar novamente"





Andréa Beheregaray

Comentários

  1. Pura verdade...bom fim de semana querida..bj

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  2. Existem muitas situações que levam a esse cenário de que você fala.

    No facebook alguém comentou: "Há que pensar porque nos decepcionamos e sofremos. Sair do papel de vítima e assumir a autoria da nossa vida." Eu já ouvi este tipo de colocação tantas vezes, que me irritei com isso.

    Me irritei porque este é um raciocínio lógico, que faz sentido e bota a culpa em quem já está sofrendo. Grande ajuda!

    Cada caso é um caso e aqui não há espaço para tudo. Deixo então uma pergunta. Supondo que uma pessoa "sã" nasça e viva toda a sua vida até digamos, seus 18/20 anos, numa casa de loucos, sendo criada por loucos, quais serão seus valores? Para facilitar a questão. Ninguém é normal e por mais que a gente queira evitar as vezes, é impossível negar o forte vínculo que temos com nossos pais (ou quem interpretou o papel de nossos pais/cuidadores). Se vivemos num ambiente hostil, criamos vínculos com pessoas hostis e as tomamos como referência. Muitas vezes não sabemos que “aquela” não é em absoluto a forma como se trata uma criança. Se a criança em questão somos nós, a perspectiva se inverte, nós é que somos uma aberração que não se encaixa, nem atende às expectativas das pessoas de quem almejamos aceitação, amor, reconhecimento.
    A gente toma banho todo dia. Lê livros “cabeça” e faz análise... mas as vezes essas coisas passam completamente desapercebidas, porque amamos tanto (ou odiamos tanto), nossos pais, que sequer nos passa pela cabeça que estamos ainda tentando atender a visão daquela criancinha que buscava se adequar ao comportamento de um ser “imperfeito”.
    Nossos pais morrem, ou nós saímos de casa, mudamos de cidade, de país, mas muitas vezes continuamos a procurar aquele mesmo arquétipo, aquelas mesmas sensações de angustia, de sofrimento de busca por aceitação. Como um rádio que não sabe que está transmitindo uma mensagem captada por gente que vai nos fazer sofrer da MESMA forma que sofremos antes.
    Ou não, né?

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    1. Ktsutal,

      No face estavamos falando de outra coisa, sobre um comentário anterior sobre o amor. Entendo tua colocação mas não estamos falando da mesma coisa.

      Abraço.

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  3. Só queria dizer que "As decepções podem se tornar algemas que nos imobilizam e nos impedem de amar novamente" quando não entendemos que isso acontece e vai continuar acontecendo até que haja um conhecimento maior sobre si mesmo que te permita enxergar porque é que algumas pessoas atraem e se sentem atraídas por pessoas que vão sempre nos trazer estas decepções.

    Ou seja, na verdade, que disse que "Há que pensar porque nos decepcionamos e sofremos. Sair do papel de vítima e assumir a autoria da nossa vida." está absolutamente certo, mas esta frase "solta" é como pegar o trem andando. Que foi exatamente o que eu fiz, neste post.

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  4. Concordo com vc, fazemos escolhas inconscientes que nos levam, muitas vezes, aos mesmos lugares de destruição e dor. Estou absolutamente de acordo contigo.

    Realmente este post é um fragmento, um trem.

    Temos que ir nos tornando conscientes de nossas escolhas e assuumir a responsabilidade pelas mesmas, sem dúvida!

    Um abraço.

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