Cartas do Inferno.


 Adoro biografias e autobiografias, no entanto, agora minha onda é outra: cartas e diários.
Me dei conta que por melhor que seja uma biografia ela é sempre a visão do outro sobre a vida de alguém, no caso, alguém que valha uma biografia tem que ser, no mínimo uma pessoa interessante e pessoas interessantes são sempre contraditórias, se não, não seriam interessantes, rsrrss. Gente sem contradição não merece nem duas páginas, no máximo uma indicação em embalagem de queijo, sem sal.

Autobiografias me parecem até piores, não há como pedir sinceridade absoluta sobre a vida de alguém. Falar tudo de si mesmo é prostituir-se, prostituir seus amores, seus dramas, sua existência. Por isso acho que as autobigrafias só valem em casos específicos - questões histórias e políticas, por exemplo.

Agora cartas, diários, rascunhos são fascinantes. É a existência em tempo real mesmo que muito tempo depois, a vida sendo elaborada linha a linha sem desejo de lógica ou maquiagens. 

Nessa onda fica uma dica super interessante - Cartas do Inferno de Ramóm Sampedro- que deu origem ao filme MAR ADENTRO.

Cartas  e poemas de um homem que deseja morrer.
Um diálogo com a morte, o desejo por ela.

Para rever nossos conceitos.


Até o natal dou mais dicas interessantes nessa linha!              

Comentários

  1. nossa, quando vi a imagem lembrei do filme... sem saber.. só ao final li que este livro deu origem ao grande fime 'Mar Adentro'... Tri!

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