Amores imperfeitos por Jader Marques.





Do Face para o blog, do blog para o post.
Jader muito grata pela tua contruição, gostei muito das tuas reflexões e estou aqui a pensar sobre elas...Gostei tanto que valem um post, uma troca, uma contribução e vamos sempre um pouco mais além. Embarco no congestionamento de final de ano, via BR 101, terei tempo, enquanto dirijo, para refletir e breve te escrevo. Mais uma vez obrigada por compartilhar comigo teu pensamento. Beijo!  

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Lendo o blog TPM, da incomparável Andréa Beheregaray (Ponto G e Escritos Malditos), deparei-me com a questão: relacionamentos perfeitos existem?

A partir daí, outras perguntas inundaram minha cabeça. Um relacionamento entre pessoas, imperfeitas, pode ser perfeito? O perfeito habita este mundo sob a forma de perfeição? A dimensão ou o conceito de perfeição altera a resposta? O amor determina ou c...ondiciona o perfeito e o imperfeito de um relacionamento?

Paro de perguntar, porém, sem qualquer pretensão de começar a responder. Intuo, apenas, que uma fenomenologia dos relacionamentos talvez afastasse a necessidade de buscarmos uma qualidade estática para o que nunca cessa de ser, de estar sendo, de dar-se como sentido, como revelação e esquecimento, aparência e encobrimento, neste eterno "ter que" no qual estamos sempre jogados, seres mergulhados que somos, não por opção, no mundo que nos munda!

Na aplicação do verbo ser, prefiro as construções que privilegiam a idéia de contingência. Hoje sim? Amanhã talvez! Um relacionamento pode ser perfeito? Que o diga o Chico:

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz






Quem tem a alma imoral, vive uma traição de cada vez e a cada uma, morrendo depois delas, renasce sempre melhor! Um beijo Andréia, JM




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