Chico Buarque, sobre as mulheres e o processo criativo!








Acusado de fazer música pra pegar mulher, Chico Buarque responde:

"Acho que é diferente. A gente inventa mulher pra pegar música".

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Fiquei com essa frase do Chico na cabeça. O que ele fala aqui é do processo criativo. Muitas pessoas, acreditam que tudo o que está na obra de um artista, livro, canção, imagem, tem relação com o mundo real, o mundo de fora.

Confundir criador e criatura desta forma é uma total falta de imaginação!

Tudo o que produzimos é, obviamente, nosso. Faz parte de nossa psique,consciente ou inconsciente. Normalmente a segunda é responsável pelas melhores e mais autênticas produções. Mas nem tudo o que produzimos aconteceu CONCRETAMENTE.

Um dia me perguntaram se tudo o que estava nos livros eu tinha vivido. Quantas vidas seriam necessárias para isso? A mágica da literatura é exatamente essa, construir fantasias e personagens, estar atenta ao mundo e as pessoas, navegar em emoções cotidianas e comuns a todos nós.   

E não é o verdadeiro artista esse capaz de construir fantasias elaboradas e materializá-las em beleza através de suas obras?


Deixemos o mundo real para as pessoas sem imaginação!

E dá-lhe Chico!

Comentários

  1. O Chico sempre foi uma pessoa com quem me identifiquei muito..de uma frontalidade única..e no qu diz respeito ás mulheres sempre me foi um exemplo..bjs querida e parabéns pela escolha.

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  2. É isso. Acho que muitos não entendem que "ter vivido algo" não necessariamente tem q ser algo concreto. Eu posso ter vivido algo que eu lí. Para "viver" algo é necessário que haja uma transformação dentro de nós.

    Como já disse Mario Quintana:

    “ As pessoas sem imaginação podem ter tido as mais imprevistas aventuras, podem ter visitado as terras mais estranhas. Nada lhes sobrou. Uma vida não basta ser vivida, também precisa ser sonhada.”

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  3. Perfeito. Não poderia esperar menos de ti e de Chico, rs. Bjs, querida!

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  4. Uma das belezas do ato de escrever é justamente poder contar uma boa mentira usando cinquenta verdades diferentes. As pessoas confundem o autoral com o biográfico, como se a gente pudesse (ou quisesse) ter vivido tudo o que já escreveu na vida.

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