Morrer acontece pra todo mundo.




Todo mundo resolveu morrer? 

O pai da Barbie,
o neto do Freud
e a Amy?

Muito esquisito, que será?
Eu não tenho problemas com morrer,
Faço isso até com certa frequencia
Mas morrer de verdade só quero vózinha
não por vaidade
mas por que quero estar perto dos meus filhos
um bom tempo ainda,
e poder abraçá-los.
é tão quente isso.

e de mais a mais
quero ainda escrever,
por mim, 
não por você
escrever move uma vida
acredite.

Só não planto árvore
que pode dar
azar
fecho o ciclo

Só desejo uma coisa
não quero morrer
em época de férias
já vim ao mundo em fevereiro
nasci em pleno carnaval
deve ser por isso que não levo a vida
a sério.
Nas minhas festas de aniversário
quase nunca tinha ninguém.
Por isso quero
muito morrer em época de movimento
na cidade.

Se bem que não, melhor seria morrer
em silêncio
e lá comigo
só quem me amou de verdade
isso me evitaria
os curiosos de plantão
e também não quero que ninguém me veja
com algodão no nariz

Faço apenas um pedido
que me ponham meias nos pés
tenho pés terrivelmente gelados
e sabe lá para onde se vai depois da morte
não quero chegar descalça
a lugares estranhos

Mas hoje não fui eu
nem você
foi eles,

E seja lá para que lugar se vai a alma
esse lugar certamente vai ficar
bem mais agitado e colorido hoje.

 Da série
Papo sem sentido

Comentários

  1. Concordo contigo andrea.. e oh tava sumida daqui pqe não tava abrindo aqe no pc, até te mandei um email lembra? Pois então, davasempre a msm mensagem e eu aqui, morreeeeendo de saudade poxa :/

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  2. Ótimo seu texto, Andréa!

    Mais um talento que não suporta o brilho...

    Mais, enfim.. era uma morte anunciada..

    Não deixa de ser triste..
    Beijo, bom fim de semana..

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  3. veja só deia, acabei de perceber que até quando a gente morre temos que esconder a verdade, nem que seja com o nariz no algodão...que mania a nossa de tentar esconder a podridão né?

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  4. A morte é esquisita, por isso não posso dizer, que bonito isso. Mas vou te dizer que gostei muito.

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  5. Que texto perfeito! Sei bem como é vir ao mundo em pleno Carnaval. Festas de aniversário vazias na infância. E o frio nos pés. Já passei dos vinte e sete, é tarde para morrer. Não tenho filhos. Nunca plantei árvore. Amo escrever (ainda sai um livro, com sorte). Amy continuará a rasgar minha alma com sua voz rouca. Abraço, tua escrita é sensacional.

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