Que assim seja.


Gostava de ter tido poucos amores, isso mantinha em mim lembranças intocáveis, gestos guardados, registros sem pó.


Os quartos da minha memória tem paredes de veludo e lustres de cristais.


É lá que guardo os raros amores que tive e o que vivemos está exposto nas paredes da saudade.


Cada cheiro, cada sorriso, cada toque e beijos de amor.


Gosto de tê-los assim, delicados, dentro de mim.


São eles que me dão a sensação de ter vivido além.


Eu os amo ainda, com serenidade daquilo que não volta.


E sinto uma espécie de gratidão com a vida, por ter me dado tão raros amores.


Quartos de veludo, uma espécie de refúgio de tanta aridez.


Poucos e bons, que assim seja- repetia sempre que trancava a porta dos quartos da memória após visitá-los.


Que assim seja.


Comentários

  1. "Poucos e bons"
    Isso que sinto ao me lembrar...

    Abraço meu.

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  2. O que importa é a intensidade...
    E foram todos intensos e leves...
    Adoro te visitar...
    bjs.

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  3. Lindo, Déia! Também gosto de "me esconder" nas lembranças de vez em quando! Beijos, querida!

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