segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Desistir.


Saber desistir. Abandonar ou não abandonar — esta é muitas vezes a questão para um jogador. A arte de abandonar não é ensinada a ninguém. E está longe de ser rara a situação angustiosa em que devo decidir se há algum sentido em prosseguir jogando. Serei capaz de abandonar nobremente? ou sou daqueles que prosseguem teimosamente esperando que aconteça alguma coisa?”



Clarice Lispector

Menina de lata.



Parece exagero, mas é que você, poxa vida, só você conseguiu pular o muro de dificuldades que levantei em volta de mim quando as palavras dor, saudade, ausência, falta e despedida fizeram de mim uma menina de lata.

Gabito Nunes

domingo, 30 de janeiro de 2011

Solidão.



A solidão nos faz

cometer atos que julgávamos impossíveis.


Em troca de um pouco de amor, calor e atenção

podemos até dormir

abraçados naquele a quem antes nos era hostil.



No momento da dor,

qualquer coisa por um pouquinho de paz.


Andréa Beheregaray

sábado, 29 de janeiro de 2011

Mil faces de Luiza.


Olha quem veio me visitar aqui em Santa Catarina?
Diretamente do mundo virtual para o real.
Horas de bom papo e um delicioso cheesecake!!
Volte sempre, querida!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Poemas Caipiras - do livro TPM



De goleada.


Não estou assim, acostumada
a perder de goleada;
eu que no campo das palavras sei jogar,
desta vez, nem vi a bola passar.

Levei, não sei, se foi bolada,
ou se aquilo era flechada;
fiquei com a pele arrepiada ,
me deixou muda sua jogada.

Essa partida, foi brincadeira;
pra beijo assim, não tem barreira;
driblou, correu, deu balãozinho,
de corpo inteiro, um chute a gol.

Fez a rede balançar,
me ganhou, vai me levar?
De primeira, de goleada,
10 a 0 pra você nessa pelada.


Drops do livro TPM crônicas de uma mulher.


Andréa Beheregaray.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Inverno.


Há algo que jamais se esclareceu

Onde foi exatamente que larguei

Naquele dia mesmo

O leão que sempre cavalguei


Lá mesmo esqueci que o destino

Sempre me quis só

no deserto sem saudade, sem remorso só

Sem amarras, barco embriagado ao mar

Apego



"Serei sempre apego pelo que vale a pena

e desapego pelo o que não quer valer..."



domingo, 23 de janeiro de 2011

Sofrimento.


A Europa tem lugares tão lindos para sofrer. Perfeitos.
Eu sofro na Europa. Tenho o hábito de só sofrer por lá.
Eu sei, eu sei, é ridículo e burguês, mas o que eu posso fazer se meu coração só gosta de sofrer na neve? Não posso fazer nada. "Ele é um músculo involuntário e pulsa" e sofre involuntariamente quando encontra aqueles lindos lugares sofríveis por lá. Quando vê neve alta então, chora e sangra. Sofrer na Europa é lindo.
E veja, estamos no verão, por aqui não neva nunca e na beira da minha janela só o mar tem vindo ancorar, trazendo junto, quase sempre, o sol. Nenhuma mulher digna sofre de frente para o mar com o sol sobre sua cabeça. Esqueça, não existe nenhuma possibilidade de sofrer agora, terei que esperar o próximo inverno, mas duvido que sofra também, a verdade é que só sofro na Europa. E se tão cedo eu não voltar para lá, paciência, meu sofrimento vai ter que esperar. Sofrimento não é a mesma coisa que dor, nostalgia ou melancolia, essas, faça chuva ou sol, sempre estão ao meu lado. Com a diferença que no verão elas secam, feito feridas cicatrizadas, já no inverno elas ardem, como ferida arrancada.
E nesse verão tem tanta estrela no céu, tenho passado tanto tempo com elas, não posso sofrer agora.

Eu acho lindo sofrer na Europa, lá, quando você chora suas lágrimas virão cristais de gelo. Tão bonito isso.

Talvez no ano que vem, talvez.




Que assim seja.


Gostava de ter tido poucos amores, isso mantinha em mim lembranças intocáveis, gestos guardados, registros sem pó.


Os quartos da minha memória tem paredes de veludo e lustres de cristais.


É lá que guardo os raros amores que tive e o que vivemos está exposto nas paredes da saudade.


Cada cheiro, cada sorriso, cada toque e beijos de amor.


Gosto de tê-los assim, delicados, dentro de mim.


São eles que me dão a sensação de ter vivido além.


Eu os amo ainda, com serenidade daquilo que não volta.


E sinto uma espécie de gratidão com a vida, por ter me dado tão raros amores.


Quartos de veludo, uma espécie de refúgio de tanta aridez.


Poucos e bons, que assim seja- repetia sempre que trancava a porta dos quartos da memória após visitá-los.


Que assim seja.


Jeito de amar.


"Uma vez me disseram que eu jamais amaria dum jeito que “desse certo”, caso contrário deixaria de escrever. Pode ser.

Pequenas magias."



Caio F.Abreu in “Morangos Mofados

sábado, 22 de janeiro de 2011

Coisas da vida.


Mas não vou ceder. Foi a última paixão. Paixão é o que dá sentido à vida. E foi a última.
Tenho certeza absoluta disso.
Agora me tornarei uma pessoa daquelas que se cuidam para não se envolver. Já tenho um passado, tenho tanta história. Meu coração está ardido de meias-solas.
Sei um pouco das coisas? Acho que sim. Tive tanta taquicardia hoje.
Estou por aí, agora. Penso nele, sim, penso nele. Mas não vou ceder.
Certo, certo: ninguém tem obrigação de satisfazer ao teu desejo, pela simples razão de que você supõe que teu desejo seja absoluto.
Foda-se seu desejo, ora. Me dói não ter podido mostrar minha face.
Me dói ter passado tanto tempo atento a ele — quando ele nunca ficou atento a mim.
E eu passei tanta coisa dura.
Rita Lee canta “são coisas da vida…”

Cartas.





Não escreva nada, não nos procuramos mais: um dia nos cruzamos por acaso, de repente, e então vemos o que aconteceu a nossos rancores e reagimos de acordo com isso. Mas se você quiser me contar das suas funduras, e não apenas defender-se — e os amigos são, sim, para trocar abismos — então me escreva.




Caio F. Abreu in “Cartas”

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Tarot


'Sempre dizia para o meu psicanalista "olha, jogo Tarot, sou astrólogo e meio bruxo, e essas coisas eu NÃO vou discutir MESMO com você.”

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Das coisas mágicas - Luis.


Daquilo que se diz, três coisas para se fazer antes de morrer:
plantar uma árvore;
ter um filho;
e escrever um livro
sempre ouvi, e, obviamente compreendi, mas faz pouco tempo que senti.

Uma questão de sentido.
Sentido é quando você sente aquilo que a razão já compreendeu. Você pode passar anos tendo entendido uma questão, e um dia, por algum motivo então você SENTE aquilo, dentro de você. E quando isso acontece, passa a fazer sentido. E então não mais se esquece aquilo que já se sabia.
É quando os fios do coração se conectam aos fios da razão. Tudo então passa a ter sentido.

Quando Luis partiu foi assim, esse ditado, das três coisas para se fazer antes de morrer, fez sentido.

Fui até a prateleira de livros e escolhi um livro de Luis.
Luis estava ali, não partiu, eu senti.
Não partirá nunca enquanto alguém, em algum lugar, abrir um livro seu. Ele permanerá vivo. Os livros nos mantêm vivos.

Ele estava lá, falando comigo através daquele livro. Em cada frase, em cada palavra ele estava lá.

Começamos a conversar, trocar idéias. Todas aquelas frases carregadas de sotaque. Inconfundível o som da sua voz, sua risada e a forma como fazia perguntas diretas, à queima roupa.

Luis está vivo em cada página. Você pode ouvir a vibração de sua palavras, elas são carregadas de vida.
Para matar as saudades, basta abrir seu livro. Sento-me com ele para um café e um bom papo.

Os livros são mágicos, eu descobri isso muito cedo.
Os livros são mágicos e o Luis também.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sentir.Sentir.Sentir.Sentir.Sentir.Sentir.


"áh não falei pra você que intelectualismo não é comigo, Baby?

Abaixo a razão e o pensamento!

O negócio é só sentir, meu irmão, só sentir.

Pensar já era.

Pensar acabou, não se usa mais.'


Caio F.

domingo, 16 de janeiro de 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

De uma pobreza alagoana,


"Será que desisti do amor? Que alívio.

É um processo que vem se arrastando há uns quatro anos, desde o que chamo de The Big Disaster, agora parece que con-so-li-dou-se.

Será que é a idade?

Fico ouvindo as pessoas naquele rodenir de ligou?-vou-ligar-não-sei-se-ligo-se-ligar-dizque-saí etc.&etc.

Eu acho de uma pobreza alagoana".




Caio F. em carta para Magliani, SP - 16.06.92, de



Caio Fernando Abreu - Cartas, organizado por Italo Moriconi, p. 235

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Dragões e o paraíso.




'Devagar, as mãos se tocavam: a tua é tão longa, a tua tão quadrada. Ele não queria entrar noutra história, porque doía. Ela não queria entrar noutra história, porque doía. Ela tinha assumido seu destino de Mulher Totalmente Liberada Porém Profundamente Incompreendida E Aceitava A Solidão Inevitável. Ele estava absolutamente seguro de sua escolha de Homem Independente Que Não Necessita Mais Dessas Bobagens De Amor.'



Caio F. Abreu in “Mel e Girassóis – Os Dragões não Conhecem o paraíso”.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Opa !!! T.P.M!!!




'(...) que se foda(m), entende(m)?

Que se foda(m).

Sem vaselina!'


Caio F. Abreu

Livros novos.


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*
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Sempre trago na mala de viagem vários livros, pois nunca sei qual deles vai me "fisgar" nas férias. Bom, dos que eu acabei trazendo não rolou química com nenhum deles, então, ontem, fui para o centro em busca de novas jóias. Voltei da Saraiva com essas duas deliciosas aquisições.
Não sei explicar o prazer que me causa a compra de livros. Eu ganho o dia, fico feliz, muito feliz. Gasto mesmo, sem dor nem dó. Aiaiia, voltei dirigindo faceira, só pensando no prazer que teria em chegar em casa e mergulhar nos meus novos livros.
E adivinhem por qual deles comecei?
Por Bukowski, claro! Pura paixão pelo velho safado. Depois ataco de Márcia Tiburi, autora que pretendo ler muito ainda.
Depois conto o que achei.
*
*
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O amor real.


"Encontrei o amor.
Ele não é real, mas que se há de fazer?
A gente não pode ter tudo na vida"
*
*
*

O tipo de gente que eu gosto.


*
"Fiquei encantado: ele era uma pessoa larga. Largueza, para mim, é qualidade muito importante nas pessoas."
*

domingo, 9 de janeiro de 2011

O som do meu verão.

A música que não sai da minha cabeça.
João de Barro
O meu desafio é andar sozinho
Esperar no tempo os nossos destinos
Não olhar pra trás, esperar a paz
O que me traz
A ausência do seu olhar

Traz nas asas um novo dia
Me ensina a caminhar
Mesmo eu sendo menino aprendi
Oh meu Deus me traz de volta essa menina
Porque tudo que eu tenho é o seu amor
João de Barro eu te entendo agora
Por favor me ensine como guardar meu amor
Leandro Léo.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Quando eu morria


Quando eu era pequena
Gostava de brincar de morrer
Simulava uma morte
E morria aos poucos
ia fechando os olhos
lentamente
*
Dai ficava ali
morta
esperando que alguém
notasse minha morte
quase nunca notavam
conclui que não era boa em morrer
*
mas, o que mais me impressionava
quando eu morria
é que, apesar de morta
a vida continuava acontecendo
lá fora
apesar de minha ausência
tudo continuava igual
*
o programa na televisão preto e branco
passando
o comida na panela que
continuava a fritar
as pessoas da casa seguiam
nos seus afazeres
indiferentes à minha morte
*
Hoje ainda morro
de vez em quando
e pouca gente percebe
é interessante como na morte
as pessoas desaparecem
deixam de existir
e a vida continua pra maioria
*
isso prova que são poucas
as pessoas importantes
na nossa vida
e que realmente nos fariam falta
*
Morra um mês
e descubra quem notou
provavelmente são essas, as que importam.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Liberdade do homem.


*
*
Esse individualismo não leva à anarquia do bom prazer.

O homem é livre; mas encontra sua lei em sua própria liberdade.
*
*
Do livro , Por uma moral da ambiguidade.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O mar não está para peixe: dicas e truques para enfrentar o verão.



Eu sempre fui uma pessoa com muita imaginação, capaz de dar novas cores à realidades desbotadas, e isso costumava funcionar. Não gosto de malhar, na verdade odeio, mas contei sempre com uma genética razoável e não malhar nunca fez muita diferença. A não ser na adolescência que eu tinha uns 10 quilos a mais e peitos enooormes! Meu apelido era Fafá de Belém, era tudo muito constrangedor já que ninguém conseguia falar comigo olhando no meu rosto. No entanto, isso sempre distraiu os meninos (de uma geração mal amamentada), do meu excesso de gordura.

De qualquer forma, mesmo acima do peso, não malhava. Tocava o ano, encarava o verão e os biquínis numa boa. O que realmente me incomodava nesta época eram meus pés. Eu tenho pés horríveis, feios mesmo. Meu pé, além de longo e magro tem dedos de lagartixa. Alguém já viu uma lagartixa? Observe seus dedos, parecem amendoins. Sabe aquele formato de casquinha de amendoin? Pois é são meus dedos. Brancos, cumpridos, magros e com cinco amendoins na ponta. Terríveis! Mas essa tragédia de base eu resolvia com alpargatas. Usava alpargatas na praia e ninguém notava. Foram as alpargatas, ficaram os dedos.

Mas então, para encarar a praia com um corpo nunca malhado, eu desenvolvi uma série de técnicas. Uma delas era pura imaginação mesmo. Como a parte detrás é a primeira a despencar, e a da frente está em ordem, eu imaginava, com fé, muita fé, que a partie de l'arrière era dura e redonda feito pêssego. Não era, mas a técnica funcionou por dois Verões.

Outra muito boa é ter sempre um livro a mão. Não vale revista, tem que ser livro, livro inteligente. Nunca vou à praia sem um, e quando aquelas menininhas saradas começam a circular eu começo a ler com ares sérios de intelectual. Leio, leio, leio e nego a realidade. Leio, leio, leio e tomo muito banho de mar. Repetindo mentalmente que logo o verão acaba e que cérebro malhado é muito mais resistente que bum bum malhado, não costumam, inevitavelmente, serem atingidos pela lei da gravidade. Minha academia é outro, penso toda esnobe.

Outra, não muito eficiente, mas que serve para acalmar você na frente do espelho e diante de uma gostosona, é um mantra budista de minha autoria: "corpo é matéria, malhação é futilidade, filhos de Apolo, vitimas da modernidade. Eu sou um ser espiritualizado. Eu, filha de Buda, elas bunda." Quando meu mantra não é muito eficiente, eu sento na areia antes de ir ao mar, e com areia no corpo ninguém nota nada.

Mas agora, balzaquiana que sou, encontrei uma nova forma de enfrentar as praias com meu corpo preguiçoso e nada malhado. O primeiro truque é escolher praia de família. Nada daquelas praias tipo Praia Mole (que de mole já basta você), Joaquina ou qualquer praia de surf, que onde tem surfistas tem gostosas. Não, não, praia de família ou praia mista, nos caso das solteiras. Bom eu escolhi uma mista, a praia Brava, e este ano meu truque é : nunca ir para praia sem os filhos!


Ir para praia sem os filhos o povo logo pensa : tá mal para 33.

quando as crianças começam a gritar mãe pra cá e mãe pra lá;

o povo logo pensa : tá bem pra quem tem 3!!


E a apoteose é quando meu mais velho chama "mãe". Dai o povo fica impressionado!


Amor de mãe é lindo, não vivo sem eles, principalmente na praia.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

agora, se você tivesse que ensinar escrita criativa, ele perguntou, o que você lhes diria?


eu lhes diria para terem um caso de amor
fracassado, com hemorróidas, dentes podres
e beber vinho barato

para evitarem a ópera e o golfe e o xadrez,
seguirem trocando a guarda de suas
camas de parede em parede
e depois eu lhes diria para terem
outro caso de amor fracassado
e nunca usar uma fita de seda na máquina
de escrever,
evitar os piqueniques em família
ou serem fotografados em um jardim coberto de
rosas;
para lerem Hemingway apenas uma vez,
pularem Faulkner
ignorarem Gogol
olharem fixo para as fotos de Gertrudes Stein
e ler Sherwood Anderson na cama
comendo biscoitos Ritz água e sal,
perceberem que as pessoas que não param
de falar sobre a liberação sexual,
na verdade estão mais assustadas do que vocês.
para ouvirem E. Power Biggs debulhar o
órgão no rádio enquanto estão
fumando um Bull Durham no escuro
numa cidade estranha
restando apenas um dia pago de aluguel
após terem desistido de tudo
amigos, parentes e empregos.
jamais se considerem superiores e/
ou dentro da média
nem nunca tentem sê-lo.
tenham um outro caso de amor fracassado.
observem uma mosca sobre uma cortina de verão.
jamais tentem ter sucesso.
não joguem sinuca.
deixem que uma fúria legítima tome conta de vocês
quando seus carros estiverem com um pneu no chão.
tomem vitaminas mas não levantem pesos nem corram.

então depois disso tudo
revertam o processo.
tenham um bom caso de amor.
e a coisa
que vocês talvez aprendam
é que ninguém sabe nada -
nem o Estado, nem os ratos
nem a mangueira no jardim nem a Estrela Polar.
e se por acaso vocês me pegarem
ensinando numa classe de escrita criativa
e me lerem este poema
eu lhes darei um A com louvor
bem no olho
do cu.

Julgamento.


As pessoas me julgam pelo que eu faço
Já imaginou e elas soubessem o que eu penso?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Gênios.


Estão todos tão certos de suas genialidades

há tão pouco autoquestionamento.
O amor é um cão dos diabos.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Das diferenças.

O que Nelson já sabia...



Bonitinha mas ordinária.


*


Bonitinha e extraordinária.



Não são da mesma ordem, não se engane.
*

Esquinas.


Eu nunca tive motivos para acreditar em nada que dure para sempre. Eu sempre fui tocada pelas mais diferentes formas de vida e por qualquer frase um pouco mais inteligente, porque dói entender que a posição da lua não interfere no quanto eu morro um pouco todos os dias. Porque eu acredito em tudo e isso de não descartar nada, me faz voltar para casa depois de me apaixonar a cada esquina, e querer uma pessoa só... sempre a mesma.”

sábado, 1 de janeiro de 2011

Falando em mulher...Dilma Rousseff



"Mulher de corpo inteiro

(...)

Mulher que se atrasa, mulher que vai na frente

Mulher dona-de-casa, mulher pra presidente!"


Momento histórico, a primeira mulher presidente do Brasil!

Toda mulher deve ler.


Ontem (ano passado,hehe) terminei o livro "O amor é um cão dos diabos", de Charles Bukowski. Gostei muito, claro. Me diverti durante a leitura. O livro é bom. O livro é ótimo. Fiquei com a sensação de que todo homem, quando não está apaixonado, pensa como Bukowski. Claro que existem os mais sensíveis, os que acham que não pensam como ele, mas eu não acredito nesses. São os piores na verdade, por que mentem para si mesmos e essa sempre é a pior mentira. Dão belas roupagens para sacanagem.
Ok, não quero mais falar dele, do livro, ou do que eu penso. O negócio é que o livro é bom, e as meninas deveriam lê-lo antes de se lançar com suas tranças românticas em aventuras amorosas. A leitura de Bukowski evitaria muita dor de cabeça, diminuiria nossa tagarelice infernal e nosso terrível hábito de atormentar os homens "falando,falando,falando". Os homens tem muitas coisas inúteis e desprezíveis, que não nos interessa aprender, mas uma coisa, sem dúvida, eles tem a ensinar, praticidade! Mais práticas e objetivas nos assuntos do coração. Menos cena, menos rocócó, menos tralálá. Apesar de que, nosso beleza também reside ai, na nossa incrível capacidade de criar tempestades em pequenos copos d`água!
Dizem que não é comum mulher gostar de ler Charles Bukowski e eu estou de acordo. Só as mais interessantes gostam.