TODA MULHER DESEJANTE SERÁ CASTIGADA - Contardo Calligaris.


Prévia dos diálogos com Maura e Mônica (lindas mulheres, diga-se).



Das muitas coisas que conversamos, eu e a Mônica, nas nossas viagens para Caxias, falamos da mulher desejante. Da mulher que , assim como os homens, assumi seu desejo e rompe com o local imposto socialmente, o de objeto de desejo, apenas. E para esse tipo de mulher não há perdão. E, para meu espanto, as primeiras pessoas a atirarem as pedras são outras mulheres! Mulheres são cruéis com mulheres. Não perdoam, tratam logo, com suas artimanhas (leia-se intrigas, fofocas e ridicularização) de punir a infiel que lhes esfrega na cara seu desejo.

Segue um trecho interessante do texto do Contardo Calligaris. O que não está no texto é que o maior problema do feminismo são as próprias mulheres que se levantam enfurecidas contra a mulher desejante . Sim Maura, agora começo a entender.

A turba da Uniban.

(...)é o ódio do feminino – não das mulheres como gênero, mas do feminino, ou seja, da idéia de que as mulheres tenham ou possam ter um desejo próprio.


Agora devo umas desculpas a todas as mulheres que militaram ou militam no feminismo. Ainda, recentemente, pensei ( e disse numa entrevista) que ao meu ver, o feminismo tinha chegado ao fim de sua tarefa histórica. Em particular pensava que depois de 40 anos de luta feminista, ao menos um objetivo tivesse sido atingido: o reconhecimento pelos homens de que as mulheres (também) desejam. Pois é, os fatos provam que eu estava errado.


Na íntegra.




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