Desistir.




Calmamente ela desistia das pessoas. E com o passar do tempo, e quanto mais o sol nascia na sua janela, mais calmante ela desistia. Na impossibilidade de não amanhecer todos os dias, mansamente ela vivia. Aprendia todos os dias a suavemente desistir, sabiamente desistir de tudo o que resiste, ou deseja com fraqueza. Por que ela acreditava que amor não se pede e então, se tivesse que pedir, partia.

E ao longo dos dias que se sucediam, ela ia ganhando o ar sereno daqueles que sabem desistir em paz. Aprendeu com o tempo a usar sua força naquilo que valia a pena. E se alguém por ventura quisesse ficar, então ela amava.


Amava com a força daqueles que não desistem nunca daquilo que quer ficar.








Comentários

  1. Que coisa mais aliviante saber e aprender que desistir tambem faz parte...

    Morcega, cm sempre vc arrasa!

    BjS!

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  2. Desistir suavemente...
    Um ir e vir suave e doce.
    Eu desisto de tudo que não se encaixa em minha vida, docemente.
    Palavras gostosas nessa manhã chuvosa de POA.
    Um bjo querida

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  3. "amor não se pede"

    é isso aí ;)


    Bjk

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  4. Desistir faz parte, amém!

    Já imaginou, condenadas a nunca desistir?

    Nesse dia chuvoso então, nada melhor do que tranquilamente desistir...

    Beijos gurias.

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  5. Não desistem nunca daquilo que quer ficar...
    O ruim é quando somos obrigados a desistir...
    Lindo post!!
    bj

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