terça-feira, 31 de agosto de 2010

Intensidade




Morreu de quê?




De intensidade, coitada.

Profundidade.


O problema em ser profunda?
Além da solidão?
Por que você sabe quanto mais profundo o lugar, menos pessoas encontramos.
A solidão nem é um problema tão grande, que solidão a gente até se acostuma e aprende a gostar, o problema maior mesmo é o risco.
Que risco?
O de morrer afogada nessa tal profundidade.

Sakineh Mohammadi-Ashtiani,


A imprensa iraniana ofende Carla Bruni, primeira dama francesas e chama de "prostitutas" as mulheres que apoiam Sakineh Mohammadi-Ashtiani, condenada ao apedrejamento por adultério e participação no assassinato do marido, Politica daquele país, apedrejar mulheres!

Se é isso que eles acham que somos, então digo, prostitutas do mundo vamos nos unir e protestar.

Eu sou uma prostituta e apoio Sakineh Mohammadi-Ashtiani!

Do que você tem medo?


Eu não tenho medo de amar muito.



Meu grande medo sempre foi o de não conseguir amar, o medo da anestesia afetiva.



A anestesia afetiva é o que me apavora.

O bom combate.


"Escolha, entre todas elas, aquela que seu coração mais gostar, e persiga-a até o fim do mundo. Mesmo que ninguém compreenda, como se fosse um combate. Um bom combate, o melhor de todos, o único que vale a pena.

O resto é engano, meu filho, é perdição."


Caio Fernando Abreu


sexta-feira, 27 de agosto de 2010






Teu olhar convida.

Meu corpo inteiro responde.



Por que não terminar agora?

Por que insistir em uma relação que parecia fadada ao fim?

Então ela disse para ele, tentando explicar como se sentia em relação a isso.

_É como um cigarro de maconha, entende? Ainda tem mais um pouco para queimar. É isso, vamos fumar até o fim. Vamos tirar todo o prazer e todo todo barato que ela tem pra nos dar, mesmo que queime os dedos, entende? Se você quiser, vamos fumar essa relação até a última ponta.

Ele disse que sim, sim, ele queimaria os dedos por ela.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sozinha-acompanhada.


Depois que ele partiu ela voltou a ser sozinha. Mas era um sozinha diferente, entende? Era sozinha acompanhada. Porque sabia que o pensamento dele, estava com ela, assim como seu coração.

Era o estar sozinha mais bonito que já conhecerá. Era aquele tipo de presença-ausente que invade seu dia e surpreende você no trabalho, enquanto dirige ou quando escova os dentes. É o tipo de presença-ausente que não conhece barreiras, por que o outro está, mesmo não não estando. E não apenas sua memória está repleta de presença, seu corpo também está. O cheiro do ausente que te assalta no meio de uma conversa, ou durante uma aula, então você para e, sem que o interlocutor perceba, você tenta capturar o cheiro do ausente que ronda, fixado nas roupas, nas mãos, na alma.

A presença-ausente de amor retribuído é receber uma ligação do amado no mesmo instante em que você estava pensando nele - mas a verdade é que você pensa nela quase o tempo todo, então isso não chega a ser uma coincidência. É a mensagem que diz pouco, mas um pouco que diz muito, ele do outro lado, está pensando em você. A mensagem que te rouba um sorriso, e que enquanto não chega, deixa você triste feito dia sem sol. E quando chega te enche de energia para enfrentar o mundo lá fora, tão alheio à sua felicidade.

Com a presença-ausente, ela aprendeu é abraçar o travesseiro com força de tanto sentir saudades e, ao sonhar com o ausente, ficar triste por acordar, vontade de voltar para o sonho. A presença-ausente é o estar sozinha acompanhada mais doce que se pode experimentar. É sorrir sozinha no meio da rua, no meio de estranhos se sentindo portadora de um grande segredo, ou de uma espécie de bênção.


Ela então descobriu, o estar sozinha acompanhada, é o que alguns chamam de amor.



Para minha amiga e professora de francês, Mariana Schorn



Encontro marcado


Ela_Mas eu estou doente, não posso ir te ver.


Ele_Mas eu não me importo, quero me contaminar de você.

terça-feira, 24 de agosto de 2010


Devia ser sábado, passava da meia-noite.
Ele sorriu para mim. E perguntou:


- Você vai para a Liberdade?


- Não, eu vou para o Paraíso.


Ele sentou-se ao meu lado. E disse.


- Então eu vou com você."

sábado, 21 de agosto de 2010

PESADELO!


Um dia eu disse que a maior declaração de amor para alguém seria dizer MEU PONTO G É VOCÊ, noutro pensei no sequestro do desejo pelo ser amado, e hoje quando li no blog da Michele, O canalha arrependido, do Carpinejar, conclui : a pior coisa no mundo que pode acontecer a uma mulher é TER SEU PONTO G SEQUESTRADO POR UM CANALHA!!

O canalha pode levar de uma mulher tudo. A dignidade, a estima por si mesmo, o ar que ela respira, suas roupas até, mas o PONTO G, nunca, nunca, nunca!! Praticamente à morte.

Pesadelo, Deus livre a todas nós. Amém.

"Nada em mim foi covarde, nem mesmo as desistências: desistir, ainda que não pareça, foi meu grande gesto de coragem."


Caio F.

"Nós tínhamos uma coisa que chamo de 'identificazzione di una donna'. Era uma aproximação de alma que rolava comigo, com você (...) pessoas sensíveis, que têm uma alma parecida. As coisas que a gente escolhia para enxergar nesse mundo eram parecidas. Apontávamos para os mesmos lugares (...) Eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim."


Caio F.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

TPM - Crônicas de uma mulher.



Foi meu querido amigo que fez. Uma comunidade para divulgar meu mais novo trabalho. Novo e apaixonante. Estou feliz.
Não sintam-se pressionados a participar, hahahhaa!
TPM- Crônicas de uma mulher.
Breve lançamento!
Beijinhos empolgados!

A vida é constituída de erros e acertos, mas temos que ter claro, ela acontece todos os dias.

E tempo é uma ficção, o amanhã não existe.

O amanhã pode nunca chegar, então não podemos economizar amor.

Só o amor é importante, só amar interessa.

O sentido da vida se encontra no amor.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010


"Pense no seu tamanho... é uma menina tão grande!
Pense no quanto caminhou hoje!
Pense na hora que é!
Pense em qualquer coisa, mas não chore!"

Alice no País dos Espelhos

Quando faltam as estrelas.


Restam poucos lugares seguros. O céu está azul escuro, não há mais estrelas no alto. A vida tem sido tão vazia e solitária. Está muito frio agora. Tenho desejado a tanto tempo seu abraço. Você disse que voltaria. Desde então tenho te esperado. Estou cansada. Uso roupas de lã para manter-me aquecida. Minhas mãos estão quentes.
Tem chovido muito desde que você se foi. Sinto seu cheiro. Não apenas quando fecho os olhos ou cheiro suas roupas, sinto seu cheiro ao longo do dia, no meio da tarde ou quando a noite começa. Não é sempre, mas quando ele antecipa teu corpo, fecho os olhos suspendendo os sons na esperança de te materializar. Mas ele tem se tornado tão raro. Sinto seu cheiro e isso tem me mantido calma na escuridão. E se eu não puder mais senti-lo? E se isso também escapar no ar? O tempo apaga as memórias, começa diluindo as amargas até que numa noite apaga também as doces. E então você acorda e não tem mais nada. E nem mais nos sonhos o amor é possível.
Evito novos movimentos na tentativa de impedir novos registros. Mantenho o corpo intocável. Tenho sentido tanto a sua falta. A falta do teu corpo, pouso, e nosso jeito de fazer amor. Não sei amar sem sua presença, não sei viver sem teu olhar. Meu desespero mudo não te alcança. Todas as coisas boas, tecidas. Tem sido difícil seguir em frente. Não há mais lugares seguros na minha rua. Está chovendo e estou sozinha.
Você disse que tudo daria certo. Você disse. Está chovendo e você não voltou.

Mulher canalha?


Para esclarecer...Mulher canalha NON ECXISTE!
Nós somos instáveis, confusas, passionais, lindas, fofas e amorosas, mas canalhas não. Somos francas, sinceras, problemáticas, mas canalhas não.
Quando você acha que encontrou uma mulher canalha é porque você não entende nada de mulher por isso não sabe identifica-las.
A mulher que se parece com uma canalha é apenas uma mulher que foi muito magoada por algum canalha filha de alguma pessoa.
Portanto, resumindo, nunca somos canalhas e a culpa é sempre de vocês, homens.
Hahahhaa, e nem adianta contestar nesse blog que eu deleto os comentários!
Apoio a liberdade de opinião no blog alheio.
:)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A cura de um canalha?


Dos comentários das meninas, um insigth...

A cura mora dentro da palavra LOU-CURA, e isso tem uma razão, apesar de que o resultado da mistura de razão e da loucura não seja cura, e sim tesão.

Existe um caso em que loucura, cura. E nesse caso a coisa começa com o filho da razão e da loucura, seu tesão e termina com o resultado do tesão e da falta de reflexão, pura tensão.

Do Tesão para tensão.

A cura do canalha, que merece sua lição, é uma bela maluca.

Uma maluca, tão maluca, que não lhe deixe mais esquecer, que Deus lhe deu duas cabeças que é para melhor escolher.


Quem só usa a de baixo pode uma maluca encontrar, que sexo para ser bom, tem que poder integrar. Cabeça(s), alma, corpo e coração.

Que se é pra ser canalha tem que ter honestidade, chama a pequena no tranco e lhe conta toda a verdade.

Que canalha honesto é mais bonito, não iludi a mulherada, é sem vergonha. E todo homem tem direito a libertinagem.

Só não pode mentir, dizer o que não pensa, e tentar uma mulher enganar.

Que quem faz isso é um otário, homem infantil, que não cresceu.

Faz para compensar alguma coisa, baixa autoestima, ou algo que encolheu.

Quer a mulherada apaixonada, para poder se sentir mais, por que sozinho não é nada, não se sente um homem capaz.

Mas um dia ele encontra uma maluca bem pirada, que lhe ensina que o crime não compensa, e que brincar com a mulherada não está com nada!

E se elas estiverem em TPM! Perigo maior, é louca armada!
Tiro, facada, carro arranhado, até pedrada.

E com a Dona Penha ajudando, além de loucas, provalecidas.

Eu que sou EQUILIBRADA (hahahaha), lanço ao vento esse conselho,

Seu CANALHA, filha da sua mãe, RESPEITE a MULHERADA E EVITE DOR DE CABEÇA E lesão no seu carro.

Por que como disse o sábio Niet "Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem."

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O canalha e a maluca.


Toda mulher já teve em sua vida um canalha.
Já um homem, mais fácil ter na sua vida uma maluca que uma mulher canalha.
Por que as mulheres são mais histéricas que perversas e o homens mais perversos que histéricos.
Nos dois casos uma ótima experiência.
As mulheres precisam ter na vida ao menos um idiota que lhe ensine ser menos ingênua.
E o homem precisa levar um susto com uma bela maluca para aprender a ser mais seletivo nas suas escolhas.
Após um idiota e uma maluca, estamos prontos para um bom caso de amor!
São que nem vacina, necessários para um futuro bom.

domingo, 15 de agosto de 2010

Função social da internet.


"Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar." Caio F.
Quem nunca desejou sumir, desaparecer? Naqueles dias nublados, de profunda carência. Naqueles dias que você acorda com imensa vontade de continuar dormindo? Abre um olho só, vira para o lado e nada consola. Nem chá quente, nem beijo-esmola?

Nesse dias, que deveriam mesmo ser chamados de noites, dá essa vontade imensa de que fala o Caio F. E caso você não saiba, Caio F. vem abreviado por que Caio é Foda. Esses dias nublados de que fala Caio, hoje já tem remédio. Temporário mas eficaz. Já conto o que é, mas antes quero dizer que Caio F. não o conhecia. O que fez para ele toda diferença, ou melhor, para nós, herdeiros dos dias frágeis do Caio. Pra ele, nesses dias cinzas, na impossibilidade de sumir concretamente, ele escrevia. Transformou fragilidade em poesia, desespero em palavra.

Caio como muitos outros fez da dor, arte. Piaf cantou seu desamparo, Channel costurou com a ponta da agulha sua solidão, Modigliani pintou seu abandono, assim como tantos outros que reciclam sua dor. Talvez sem isso, muitos deles teriam cometido suicídio. A a arte é a prevalência da pulsão de vida sobre a pulsão de morte.

Mas na época deles não existia algo que hoje possuímos e que tem diminuído e muito o índice de suicídio.

O que? As redes de relacionamento!

Eu, por exemplo, já cometi orkuticídio 3 vezes! Vou lá, me mato, bebo choro, sofro e tchum!

Morri! Áh que alívio! Pronto, me vingo da vida, das redes sociais e de todos os meus amigos ingratos que não sentem minha falta e nem percebem minha presença virtual.

Mas o pior é que passa um mês e ninguém notou que você morreu! No suicídio concreto, pelo menos vão ao seu enterro, curiosos e perplexos, mas o melhor é que vão culpados! Ninguém sabe bem por que, mas todos ficam se culpando, "será que poderia ter estado mais presente?", "nunca mais liguei para ela" ou "como eu não notei". Todos na fantasia de que poderiam ter evitado.

Bom, o orkut não dá o gosto de deixar a culpa para os outros mas já ameniza bastante.

O facebook não vale que lá o suicídio é temporário, você morre e volta com os mesmo contatos. Se é para morrer que seja pra valer! No orkut, portanto. E lá, mais uma vantagem, em caso de arrependimento você pode ressuscitar. Eu, recentemente, voltei a vida e voltar a vida assim, só no mundo virtual.

sábado, 14 de agosto de 2010

Comunidade no orkut!

Ajude a salvar a casa do escritor Caio Fernando Abreu!
Participe desta comunidade, divulgue para seus contatos, faça parte do blog e acompanhe esse movimento.

Memória gaúcha??


Pessoal, não sou do meio artístico e tão pouco tenho competência para falar sobre a obra do Caio, sou apenas uma fã. Uma fã empolgada, é verdade. Muitas vezes fui chamada de sonhadora e nunca entendi isso como algo pejorativo, ao contrário, ser chamada de sonhadora é, para mim, um elogio e tanto.


Digo isso porque sei que este sonho, o de preservar e transformar a casa do Caio em um espaço cultural, é uma grande empreitada. Será difícil? Provavelmente. Mas viver é difícil, não é mesmo? Viver dá um trabalho danado. Gastamos energia em um monte de coisas inúteis, fato. Acho que batalhar para preservar a casa do Caio F, é o mínimo que podemos fazer.


Durante o programa da Rádio Gaúcha, fiquei sabendo que o Rio Grande do Sul perdeu, por falta de interesse e iniciativa o acervo do Érico Veríssimo e do Mário Quintana! Isso é, no mínimo, uma grande vergonha para o estado. Me admira os gaúchos, que se consideram tão cultos e politizados que deixem esse tipo de coisa acontecer.


É vergonhoso, esses acervos deveriam fazer parte do roteiro turístico da cidade!
Estou indignada. Repito, nada entendo de projetos, de política, não tenho interesse em ganhar nada com isso. Meu interesse é que a casa seja preservada, que a memória do Caio seja mantida.


Em pouco tempo já conseguimos espaços bacanas de divulgação, na Rádio e no jornal. Precisamos continuar fazendo barulho, chamar a atenção de alguém!!

Porto Alegre é um província, nem tão alegre, de pouca memória e, me parece, BURRA!!!


Continuem divulgando. Breve dou mais notícias dos contatos e apoios que chegam.


Sugiro que possamos montar um grupo de trabalho, quem tiver interesse entre em contato por e-mail.


A Laura Zacher sugeriu um "abancamento" na casa do Caio, podemos pensar em algo assim.


Uma marcha pela casa do Caio? Um encontro "Abrace a casa do Caio F.", ou "Abrace Caio Fernando Abreu"?


Vocês gostariam de abraçar o Caio? Eu sim, muito.


E sim, sou romântica, sonhadora, aquariana, empolgada. Se já abandonamos o sonho de mudar o mundo, como cantou Cazuza, podemos, ao menos, descer do muro e salvar a casa do Caio.


É o mínimo, é o mínimo.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Rádio Gaúcha!


Pessoal, link para o áudio do programa de hoje na Rádio Gaúcha.


Hehehe, Cafeteria "Morangos mofados"...


E uma observação, meu sobrenome é BEHEREGARAY, e não BEHEGARAY.


ZERO HORA - SEGUNDO CADERNO


12 de agosto de 2010 N° 16425


CAPA


Tesouro à mercê da boa vontade



Faltam recursos humanos e financeiros para digitalizar acervo de Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu deixou um acervo literário de mais de mil itens. Fazem parte desse material manuscritos e anotações – entre eles textos inéditos, correspondências, fotografias e fortuna crítica.

O tesouro foi cedido por empréstimo pela família do escritor ao Instituto de Letras da UFRGS, onde está à disposição apenas para pesquisadores.De acordo com a coordenadora do acervo, a professora Márcia Ivana de Lima e Silva, o plano é digitalizar todo o material para ser apresentado online ao público, mas não há verbas nem pessoal destinado para esse fim.


– Tenho combinado com meus orientandos que eles se responsabilizem pela digitalização do que vão usar em suas teses de mestrado ou doutorado. Assim, o que já foi digitalizado foi por improviso e graças à boa vontade desses alunos que escanearam o material. Não temos um programa ou recursos nesse sentido, nada institucional, infelizmente – comenta Márcia Ivana.


E isso que Caio tem sido alvo de renovado interesse. Seus livros foram todos reeditados ao longo da última década (em formato convencional pela Agir e em edições de bolso pela L&PM). Um volume, Caio Fernando Abreu: Cartas (Editora Aeroplano), foi publicado em 2002 coletando parte de sua correspondência – o autor foi um missivista prolífico e despachava cartas longas, minuciosas e cheias de afeto para amigos e colegas. Uma biografia foi publicada em 2008, Caio Fernando Abreu, Inventário de um Escritor Irremediável (editora Seoman), de autoria da jornalista Jeanne Callegari, e novas teses e estudos têm sido publicados sobre sua obra, dando conta do impacto que a literatura de extremos do autor teve sobre mais de uma geração de fiéis leitores.


Agora, alguns desses leitores se juntaram em um movimento para preservar a casa onde ele passou seus últimos dias em Porto Alegre, o sobrado de estilo colonial espanhol que pertenceu à família de Caio por décadas e que foi tema e cenário de algumas de suas crônicas porto-alegrenses. Localizado no Menino Deus, é uma construção em um amplo terreno em um dos bairros que mais têm apresentado valorização imobiliária, e está à venda ou para ser alugado (leia mais no texto abaixo).


Como a especulação na região já substituiu por edifícios de apartamentos muitas das casas antigas que davam feição ao bairro, o grupo de admiradores de Caio quer evitar que o mesmo aconteça com a casa que era dos pais do autor.


– Antes que a casa seja comprada por alguém interessado apenas no terreno, por que não poderia ser feito um centro cultural ali? Ou mesmo a colocação do acervo do Caio naquela casa? Seria uma pena que mais esse pedaço de memória se perdesse – comenta o escritor e professor Fábio Fabrício Fabretti, que participou, com Italo Moriconi, da organização do livro Caio Fernando Abreu: Cartas.


A ideia de que o sobrado, alugado pelo Estado ou mesmo pelo município, poderia ser o abrigo para o acervo é elogiada por Márcia Ivana:


– Os familiares do Caio, na condição de herdeiros, continuam sendo proprietários do acervo. E, se desse certo esse movimento, eles seriam os primeiros a querer que esse material voltasse para aquela casa. Só seria preciso que essa mobilização fosse incorporada pelo poder público de algum modo.

CARLOS ANDRÉ MOREIRA

Reportagem Zero Hora

12 de agosto de 2010 N°

Memória: vende-se ou aluga-se

As crônicas que Caio Fernando Abreu escreveu durante os quase dois anos em que viveu em Porto Alegre, após ser diagnosticado com o vírus da aids, dão testemunho de um reencontro com a cidade da qual havia partido ainda muito jovem para fazer carreira como jornalista no centro do país. São textos que traduzem uma difícil aceitação da própria finitude – oscilam entre o sereno e o passional – e fazem um balanço de sua relação com a Capital (“Manaus no verão e Moscou no inverno”, como definiu certa vez).
Muitos desses textos têm por cenário a casa dos pais, onde o autor foi acolhido depois de voltar ao Estado após anos morando primeiro no Rio e depois em São Paulo. São crônicas nas quais Caio, como o equivalente arrebatado de um mestre zen, reflete sobre o que estava descobrindo a respeito da própria vida e da vizinhança do Menino Deus, para onde havia retornado em 1994. Como escreveu em crônica publicada em Zero Hora em 1995, na qual falava dos girassóis de sua casa e, elipticamente, de si mesmo: “Pois como eu ia dizendo, depois que comecei a cuidar do jardim aprendi tanta coisa, uma delas é que não se deve decretar a morte de um girassol antes do tempo, compreendeu?”.
Por recomendação médica, Caio fazia longas caminhadas pelo bairro. Ali ele começou sua reconciliação com Porto Alegre, cidade à qual ele sempre teve muitas críticas – lembra a professora da UFRGS Márcia Ivana de Lima e Silva, coordenadora do acervo do autor.
É essa casa, na Rua Oscar Bittencourt, no Menino Deus, que agora está à venda. Devido a questões judiciais, o imóvel, construído em 1941, foi posto em leilão após a morte dos pais do escritor e foi arrematado pelo corretor gaúcho Alexandre Hartmann em 2006. Agora está sendo oferecido para venda ou aluguel.
– Eu estava procurando um imóvel para me estabelecer, mas questões judiciais do inventário se arrastaram por anos, e, quando ela finalmente ficou à disposição, eu já estava instalado com a família em outro lugar – conta Hartmann.
Ao ver a placa, em uma visita recente a Porto Alegre, o escritor Fábio Fabrício Fabretti começou, com amigas leitoras da obra do Caio, um movimento para tentar dar uma nova destinação à casa – a instalação de um memorial ou centro de cultura ligado ao nome do autor.
– Tenho 36 anos e me tornei escritor em grande parte pelo impacto que a leitura do Caio me provocou. Acho uma pena que um de seus vestígios na cidade esteja ameaçado – diz Fábio.
Uma das participantes do movimento, a psicóloga Andrea Behegaray lançou um apelo em seu blog na internet (leia em www.wunschelrute.blogspot.com/2010/08/salve-casa-do-caio-fernando-abreu.html) e montou uma corrente de e-mails enviados a intelectuais e artistas do Estado.
A campanha, ainda incipiente, já começou a ter suas primeiras adesões, reproduzida em outros blogs e comentada no serviço de microblogs Twitter. Diz Andrea:– O Menino Deus está transformado em um campo de obras, e estamos divulgando essa ideia para que chame a atenção de alguém. O trabalho do Caio tem várias referências àquele espaço. Talvez uma entidade privada qualquer pudesse instalar ali um espaço cultural.
Hartmann, o proprietário, não se opõe:– Se houver uma ideia nesse sentido, eu locaria ou venderia a casa para esse fim, sem problema. Minha intenção é mesmo preferencialmente alugar.

Rádio Gaúcha!.


Sugerido pelo Chico e enviado pela Liana o link para ouvir ao vivo a Rádio Gaúcha:




http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=80645&channel=232&tipoVivo=1

Zero Hora de hoje!!


Tá lá pessoal, no segundo caderno, Preservando Caio F.

Ficou bacana, bem bacana a reportagem.


Nosso agradecimento, meu e do Fábio, para Carlos André Moreira que escreveu e acreditou nessa campanha!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Rádio Gaúcha!!


Pessoal!!!
Amanhã, às 16 horas, estarei na Rádio Gaúcha falando sobre a campanha "Salve a casa do Caio Fernando Abreu".
Programa "Gaúcha Entrevista", apresentando pelo Ruy Carlos Ostermann.
É isso ai, divulguem, participem e vamos lá tentar chamar a atenção!!
Quem sabe a Casa de Cultura Caio Fernando Abreu não vira uma realidade?!?

Campanha na Zero Hora!



Pessoal, provavelmente amanhã, no caderno de literatura da Zero Hora, saia uma reportagem sobre a campanha para salvar a casa do Caio.

Fiquem atentos!

E continuem divulgando!!

E como diria ôh Cara

"E tem o seguinte, meus senhores: não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrario: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda"

Caio Fernando Abreu.

terça-feira, 10 de agosto de 2010


Pessoal, coloquei todos os comentários (com as fotos do perfil de cada um), lá no blog do Caio.




Continuem divulgando e fiquem atentos ao jornal!!!
Breve boas novas.


sábado, 7 de agosto de 2010

Blog e twitter da campanha!




Pessoal, segue o blog da campanha "Salve a casa do escritor Caio Fernando Abreu" e o twitter e e-mail para contato!

Com a ajuda da minha amiga Ana Roberta, breve teremos uma petição on-line rolando.

Sigam o blog e quem quiser apoiar é só me avisar que incluo na lista de "apoiadores"


Blog:

http://salveacasadocaiofernandoabreu.blogspot.com/

Twitter

http://twitter.com/salvecasadocaio

Beijos!!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Salve a Casa do Caio Fernando Abreu

Onde mora o Caio Fernando Abreu, você sabe?
A maioria sabe que ele viveu no bairro Menino Deus, aqui em Porto Alegre.
Eu tinha essa dúvida, não tenho mais.
Escrevi sobre isso no post http://wunschelrute.blogspot.com/2010/04/caio-fernando-abreu-fisica-quantica-e-o.html. O mesmo post pelo qual me encontrou o escritor Fábio Fabrício Fabretti. Fábio, um apaixonado pelo trabalho do Caio, estava em busca do endereço CF. O Fabio participou do trabalho "Caio Fernando Abreu - Cartas". Fábio veio à Porto Alegre lançar seu mais recente trabalho, a biografia profissional da atriz Glória Pires - 40 de Glória.

Em função do Caio entrou em contato comigo para que eu fosse ao lançamento, fui. Caio Fernando Abreu nos apresentou e não poderia ter sido diferente, amigos de infância em poucos dias. Nesses dias que passamos juntos ficamos envolvidos com o Caio e o Fábio, que sabia o endereço da época do trabalho "cartas", fez uma descoberta, a casa do Caio está à venda.

Fomos visitar! Fim de tarde, dia de chuva e nós lá na casa do Caio Fernando Abreu, na sala do Caio, no quarto do Caio! Fantástico!
Antes de saber que a casa estava à venda havia comentado com o Fábio que em Porto Alegre não havia nada que lembrasse o escritor, nada. Que deveria haver, no mínimo, um café aqui no Menino Deus que tivesse o nome. Algum tipo de homenagem. Justo mesmo seria que Porto Alegre tivesse uma Casa de Cultura Caio Fernando Abreu.

Bom pessoal, a casa está lá para ser vendida. Provavelmente será destruída e transformada em prédio, como está acontecendo com tudo aqui no Menino Deus. Então, pensamos em criar uma campanha para tentar "salvar" a casa do Caio e transformá-la em um centro cultural. Não temos interesse em administrar isso, queremos sim é divulgar a situação da casa e batalhar um patrocínio. Que o Estado ou alguma empresa privada assuma a casa.

Então estamos lançando essa campanha "Salve a casa do Caio Fernando Abreu" e pedimos a todos que se interessam e acham o iniciativa importante que divulguem para o máxima de pessoas possível. Vamos elaborar um blog e encaminhar um e-mail com pedidos de assinatura.

Enfim pessoal, sabemos que é complicado mas vale tentar.
Eis a casa e o quarto do Caio Fernando Abreu...



Consideramos justa toda forma de AMOR - Festa GLS


Fui em uma festa GLS acompanhar alguns amigos.
Sem a pressão das festas hetero, as festas GLS são divertidas e ótimas para dançar.
Liberdade na pista de dança!
Sem aqueles olhares bizarros de sujeitos com cara de "lobo mau" e de "vem meu bem, te querendo".

Depois de muito dançar, cansei. E lá sentada, observando, pensei:
"Estou me sentido uma vegetariana em churrascaria!".
Tinha pra todo mundo, menos pra mim.
Bacana, bem bacana, festa para dançar e ir vez outra, que como canta Lulu Santos, "consideramos justa toda forma de amor, mas passar fome assim é tortura!

terça-feira, 3 de agosto de 2010


Fidelidade?


É ter seu desejo sequestrado pelo outro.

Coração acelerado!


No meio de tanta gente, o inconsciente escolhe, o desejo se impõe, o coração anuncia.

Não confunda autenticidade com falta de educação.

Autoridade com autoritarismo.

Respeito com temor.
Sedução com vulgaridade.
Ou verdade com ciência.

Recíproco com mondongo, que são palavras feias mas não são a mesma coisa.

Não confunda amor com...

Amor é inconfundível!

Amor é sempre amor, mesmo que pequeninho, mesmo que estranho, mesmo que diferente, mesmo que sonho, mesmo que ontem, mesmo que ácido, mesmo que nunca!

Então tá,

Tá valendo!

Desejos...


"Eu queria.


Eu queria o uso da força naquilo que tem valor.


Um pouco mais de encanto e menos de desamor."



Báh, crise criativa...não sei sobre o que escrever...


Alguém sugere um tema?


Branco, branco, branco...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010


Como vai? Tudo bem
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
As águas vão rolar, não vou chorar
Se por acaso morrer do coração
É sinal que amei demais.
Mas enquanto estou viva e cheia de graça
Talvez ainda faça um monte de gente feliz."

Rita Lee

domingo, 1 de agosto de 2010

Discovery Channel


Chamada de um programa do Discovery sobre sacrifícios na antiguidade, após explicação do tema a pergunta:
Você sacrificaria uma pessoa para apaziguar os deuses, mataria um animal ou faria sexo?
Hahahaha, qual será a opção escolhida por 99% das pessoas?
Fiquei observando, dois dias depois mudaram a chamada, substituiriam o sexo por "entregaria seu corpo em sacrifício?".

Certo que a maioria optaria por sacrificar um pobre animal, certo.

Sobre os 40 anos e os pôneis velhos.

Bate os 40, a memória começa a falhar, a visão a nublar; a pele se cansa, descansa e desaba; o cabelo exige dez vezes mais cuida...