In vino veritas...


Fiquei pensando sobre o vinho e suas verdades.
As pessoas tentam, desesperadamente, manter uma certa estabilidade emocional. Estabilidade essa que fica profundamente ameaçada quando se bebe. O álcool entra, a verdade sai. Não sei quem disse isso, mas faz muito sentido.
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A repressão, esse muro de defesa que levantamos para conter nossos afetos, fica muito ameaçado quando bebemos. O id ama uma bebidinha, e torce para que ela domine o corpo e tome posse das emoções. Já o superego fica em desespero pois sabe que todo seu esforço está agora ameaçado.
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Eu gosto da insensatez das pessoas alcoolizadas. Das falas espontâneas, das mensagens e e-mails passionais motivados pelo álcool. De tudo aquilo que não se tem coragem de dizer ou fazer na vida sóbria, chata e cotidiana que levamos e que, quando bebemos um pouco...viennent à la vie!

Não sempre, claro. Estou falando de situações eventuais, áh essas são lindas. Ciúmes não revelados, tesão contido, saudades repentinas, paixões silenciosas, cenas dramáticas, coragem para roubar beijos, para dançar no meio do salão, para perder a vergonha. Curto circuito emocional. Muito bom.
*
A bebida, as vezes, revela amigos. Eu não estou falando de porre! Um vinhozinho e outro e a visão fica mais clara. Alguns amigos são trazidos pelo vinho, e para lembrar Gabriel, um tem que estar em boas condições...hehhe, se não no outro dia fica só a forte sensação de amizade e o amigo, que é bom. você não lembra. O que não é o caso Da Querida, porque já nos sabiamos bem antes do vinho, ele só selou as apresentações.

Não lembrar do rosto do amigo apresentado é dos males o menor. Sempre pode ficar pior, e o pior seria a sensação de uma noite selvagem e você não lembrar bem como foi a coisa toda, ou pior ainda, acordar estranha, em um lugar estranho com alguém mais estranho ainda ao seu lado. Bem pior se for "alguéns" Hahhaha, credo, meu superego que me livre!

Ainda bem que isso não acontece comigo, primeiro porque não tomo vinho (só do Porto -que não é vinho, é licor), segundo que só tomo cerveja e quando tomo não cometo esses atos "transloucados" porque minha reação é chorar -muito. Alguns por aqui são testemunhas. Choro,choro.choro...aiii coitadinha. E por último a receita é não reprimir tanto. Eu quando vou beber, conto minhas verdades logo de cara para pessoas (tudo rápido e misturado que é para deixar a pessoa confusa, sem saber se aquilo é verdade ou piada). Assim des-reprimo, libero a ansiedade e a emoção e elas, minhas emoções agradecidas, não retornam para se vingar.

Beba com moderação, opte por beber muito entre amigos. Isso evita o risco de acordar ao lado de um(a) estranho(a), ou mais de um, e mantenha-se afastado do seu celular. Tudo isso para não se arrepender depois. Se dirigir, não beba e se beber não mande mensagens, muito menos telefone!
Um celular na mão de um bebado é uma arma. Na minha mão, vira uma AK-47!
Então separei algumas frases sobre vinho e o beber.


Se eu gosto de poesia?
Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor.
Acho que a poesia está contida nisso tudo.


Só se deve beber por gosto: beber por desgosto é uma cretinice.

É este o problema com a bebida, pensei, enquanto me servia dum copo. Se acontece algo de mau, bebe-se para esquecer; se acontece algo de bom,bebe-se para celebrar, e se nada acontece, bebe-se para que aconteça qualquer coisa.

Comentários

  1. DIABO de Bukowski que fica por ai finjindo que tece frases quando na verdade ROUBAVA futuristicamente o que viria a ser a minha vida!

    PS: da minha parte, nas vezes que tu eventualmente chorou e eu estava junto...eu NAO LEMBRO (dentro do contexto do post)

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  2. hahahah
    Está bem... ontem, qdo te escrevi, estava tomando um vinho... e no final agradeci!
    hahahaha
    Mto boa essa, querida!
    Te cuida!
    Beijos!

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  3. Flor,
    Poderia ter sido caipirinha de cachaça, whisky, champagne. Foi no vinho que a suavidade fez pontes de encurtar distâncias. Foi no vinho que a delicadeza trançou os fios destes nossos novelos tão leves, tão coloridos, tão intensos: tecemos juntos inesperada mantilha de aquecer coração no inverno. Seu nome: cache-coeur...

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  4. Gabriel,

    dentro do contexto do blog, ficou bem estranho. O que vc tentou dizer é que estava tão alcoolizado que não lembra, claro. Vale explicar.

    Luiza,

    breve respondo seu e-mail...e dentro do contexto dele, acho que teu "obrigada", fez sentido sim. Em tempo, obrigada pelo e-mail e o carinho que veio com ele.

    Mônica!

    Sim,sim, poderia ter sido qualquer uma das opções acima. Amei nosso cache-coeur, estou aqui, quentinha!!

    Beijos

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