A maldição do mais gozar.


Eu estou falando...deu agora no Jornal da globo: 500 milhões de reais gastos em remédios para ereção, só no Brasil! Pico de vendas aos sábados e domingos, quando os homens vão para "balada". O que disse o entrevistado? Me sinto o dono da boate. Efeitos colaterais: dor de cabeça, rubor facial, diarreia, entre outros, mas os rapazes estão felizes. As meninas lá na festa, faceiras e os rapazes com a mágica do desempenho no bolso. Confundem ereção com desempenho, que "posição de sentido" não é sinônimo de qualidade.
E mais, vicia. A questão é que vai sobrar para os terapeutas. Sujeito chega lá, viciado em ereção. Chega coitado, com livro na mão, sombrinha, casaco. Humilde, sempre algo para esconder seu vício. Vício que lhe atormenta e teima em lhe saltar das calças. Sua queixa? Buscou tratamento pois já não pode pegar ônibus sem ser acusado de tarado; perdeu o emprego por circular nos corredores sempre corcunda, tentando esconder suas vergonhas; foi acusado pelo zelador de andar armado no condomínio.
E a patroa? Aquela que se encantou na balada? Largou o infeliz desesperada, concluiu que casou com um devasso. Ou pior, se sentiu incapaz de satisfazer o parceiro. Pois é, e nos no consultório? Teremos que ter almofadas para emprestar ao viciado. Para que possa se acomodar na cadeira. Poderá dizer com autoridade "a vida é dura".
Pois é...é dura. É a maldição do mais gozar. Estão piores que os padres, esses pobres meninos, viciados em gozo eterno.
Fiquei confusa agora:
Eles não tem ereção por que não temos orgasmos múltiplos, ou não temos orgasmos multíplos por que eles tem dificuldade de ereção?
Nos temos o Ponto G e eles o ponto V, de viagra.
É acontece.

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