sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O AUSENTE



Ajo como sujeito perfeitamente desmamado; sei me alimentar enquanto espero, de outras coisas além do seio materno.

Essa ausência bem suportada nada mais é do que o esquecimento. Sou, intermitentemente, infiel. Essa é a condição de minha sobrevivência; pois se não esquecesse, eu morreria. O amante que não esquece algumas vezes morre por excesso, cansaço e tensão de memória (como Werther).


Fragmentos de um discurso amoroso.


Roland Barthes.

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