quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Nacionalidades.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
KZ Bereich des Hasses.

domingo, 27 de dezembro de 2009
Comunicação silenciosa.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
NEGATIVA DE FREUD.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Dúvida.
Teoria - fidelidade e ciúmes,

Perguntas absurdas.

Ato falho.

Eu A.D.O.R.O ato falho. Dos outros, claro.
Durante uma aula no pós graduação de Ciências Penais da PUC, um professor empolgado falava de casamento.
Eis que, no meio da conversa, ele foi falar que trocou alianças com a excelentíssima.
E de repente, não mais que de repente, ao invés de falar alianças falou??
ALGEMAS!
Eu era a única psicóloga da turma, do o resto era do direito, então ele me olhou rápido, espantando com o que acabará de falar. Arregalou sutilmente os olhos, como quem diz "calada".
Eu, em troca, sorri deliciada, pensando "coitado, está se sentindo preso".
Mas como canta Renato Russo sobre o amor "é o estar-se preso por vontade". Então, querido professor, encare isso como uma "liberdade assistida".
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
Promessa de Natal
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Fico feliz e no clima natalino até a entrada do quinto convidado.
Um estranho mal estar começa a invadir o ambiente, e quando, finalmente, o sexto parente chega estou mortalmente arrependida de, mais uma vez, ter feito a festa na minha casa.
E agora, para onde correr quando poucas, mas numerosas famílias, começam a invadir seu lar??
Minha primeira reação é emudecer , paralisar.
Todos eles, alegres e falando alto, vão entrando, acomodando seus presentes na árvore e procurando o melhor lugar para iniciar uma boa conversa. O mesmo assunto que discutiram no natal passado. Retomado com tal exatidão que sento que, poderia escrever minha parte no dialogo para o ano seguinte, e apenas levantar um cartaz. Sinceramente? Acho que eles nem notariam.
Os encontros em família seguem um roteiro. Minha vozinha, ressuscita uns três sujeitos nos primeiros quinze minutos de conversa, e nos outros quinze se delicia falando de doenças. Um coro, extasiado, segue minha vó nestes assuntos. É que alguns componentes do meu clã são, o que se chama, hipocondríacos. A coroação ocorre quando meu cunhado médico, chega! É então obrigado a ouvir uma série de sintomas, desconexos, e convocado a dar um diagnóstico. Eu poderia dar um diagnóstico ótimo, mas, no entanto, ninguém me consulta sobre tais sintomas.
Nesse momento da festa eu já me encontro muda e isolada no canto da sala. Assistindo.
O próximo assunto é falar mal do meu avô. Que hoje mora com a "outra".
O grupo se divide, a maioria apoia minha avó, alguns, geralmente os agregados, se arriscam a defender meu vô. E eu? Fico lá assistindo, estarrecida.
Eu não tenho nada para dizer, nada. Na verdade eu tenho, mas tenho certeza que, se falasse, eu acabaria com a festa. Minha vó é do bem, e uma das pessoas que mais amo na vida, então, por ela, não falo. Não precisa.
O que eu diria?
Bom, acho que eu diria que ninguém tem que se meter na vida deles, ou tomar partido. E que sim, o vô fez um monte de bobagens, mas veja, ficou casado 50 anos com minha avó, e 40 com a amante. Antes todos falavam mal dele porque o cara tinha duas mulheres, e agora que ele teve a coragem de romper e assumir a coisa toda, bom, todos continuam falando mal dele. Acontece que toda família, como qualquer grupo, precisa de um bode expiatório. Precisa ter assunto, falar mal de alguém, necessariamente. Se ele manteve duas mulheres, o que mais me parece é que seja digno de pena. Eu disse pra ele, "Credo vô, tu tens 100 anos de relacionamento (hoje 50 com cada uma delas), 100 anos de vida afetiva. Só de te olhar eu já fico cansada. Não me admira teus problemas cardíacos. Eu já tinha tido um colapso."
Mas a verdade, que não pode ser dita de jeito nenhum no natal, é que minha vó é apaixonada pelo meu avô. Paciência, ninguém quer admitir isso. É isso que eu diria para ela "vozinha, apesar de tudo isso que vc falou dele agora, você ainda é louca por ele". O fato é que as duas são. Conheci a tal da amante e fiquei perplexa de como ela paparica o velho. E fiquei olhando pra ele e pensando, o que que esse cara tem?! Bom mas isso é outro papo.
Mas depois de tudo isso, que assisto e nada digo, me tranco no banheiro. Fico lá 30 minutos, respirando, meditando e tentando reencontrar o equilíbrio. Escuto as vozes, todos procurando, a dona da casa. O bom de família é que eles te conhecem. Sabem que eu me encontro lá, no banheiro, o único lugar seguro da casa. Esperando ansiosa e deprimida o fim da festa.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Em busca de sentido.

Esse pequeno livro do Viktor FranKl vale muito.
Uma leitura relativamente fácil, texto pequeno, mas intenso.
Li na época da faculdade, quando as coisas ainda tinham sentido pra mim, li novamente no ano passado e agora, e, certamente vou reler em 2010, porque quando mais a coisa avança, menos sentido faz.
Mas para quem não sabe, vale contar algumas curiosidades da vida desse autor.
Judeu, perdeu toda a família durante a II Guerra. O destino da esposa sempre foi pra ele um mistério. Quando já estava com mais de 80, Frankl foi convidado, pela comunidade judaica, para vir a Porto Alegre. Já não palestrava mais fora da Europa, mas decidiu vir, pois segundo contam, ele disse que precisava vir, pois sentia que havia algo importante aqui.
Eis que, ao chegar no aeroporto, a irmã da esposa desaparecida o aguardava. Sobrevivente, morava aqui e quando soube da vinda de Frankl foi encontrá-lo. Acabou com as dúvidas de Frankl, que finalmente pôde conhecer os momentos finais da esposa.
A vida dele, como mostra o livro, foi carregada de "coincidências" deste tipo, o que Jung chama de sincronicidade.
Bom, vamos em frente, sempre em busca de algum sentido.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
Teu olhar me tirou para dançar...
sábado, 12 de dezembro de 2009
Ajuda.
Dica de livro

Gisele e o último véu.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Convercê.
Já observou como todo mundo toma água direto da garrafa?
Você não toma?
Eu tomo. Adoro. Água bem gelada, direto da garrafa de pijama, em frente a geladeira.
Nem chega a dar remorso.
Não dá nada não.
É que sou insensível. Desde de pequena.
É que estou ficando velha, e sei lá, espera-se um pouco mais de sensibilidade dos velhos, não é mesmo?
Nada mais grotesco que velho grosseiro. Por que?
Sei lá, porque estão perto da morte e deveriam terminar a vida com mais dignidade.
Mais felizes. Se sabe, aproveitar os últimos dias intensamente.
Mas pensando bem, quem em sã consciência vive toda uma vida e termina ela feliz?
Olha se você não teve uma infância feliz, provavelmente não terá mais nenhum período da sua vida de felicidade.
Felicidade só é possível com rala memória e inconsciência, como os bebês e as crianças de pouca idade, ou os velhos com esclerose.
Não, pensando bem, natural chegar ao fim da vida deprimido e com cara de velho maluco, porque viver enlouquece.
Mas a natureza é sábia, lá no final, quando já não suportamos mais, ela nos rouba a memória e a razão, voltamos dóceis para inconsciência.
Eu? Oi? Oi?
Não, não, tô brincando com você, eu entendi sim sua pergunta.
É que dizer oi seguidamente é uma técnica que eu uso para despistar sujeitos sabe?
Sujeitos com quem eu não quero falar.
Áh tá, mas sim, você me perguntou se eu sou feliz.
É posso dizer que sim, nas sextas, é nas sextas, e nos dias de sol com vento fresco.
Mas especial mesmo são os dias de chuva pela manhã, principalmente quando não tenho que levantar...áh, isso é a gloria.
E claro, sou feliz quando bebe água na garrafa , de pijamas.
Sou feliz também quando deito na minha cama e o lençol está limpinho e sem nenhuma bolinha.
Ai que delícia, tiro as meias, sim porque pra ser bom tem que deitar de meias, e só então, embaixo do edredom, tirar as meias...áh, e sentir o lençol geladinho.
Isso me faz feliz também.
E quando está muito quente você coloca só um pé para fora, e ai a temperatura do corpo esfria.
São técnicas que desenvolvi ao longo dos anos...sei lá, tenho muitas.
Dormir sozinha ou acompanhada?
Depende, acompanhada o melhor mesmo é não dormir!
Mas a verdade é que marido mesmo só serve pra duas coisas, comprovado, dizem as pesquisas dos psicólogos ingleses.
Servem pra colocar a culpa, sempre, e pra esquentar a cama.
Se eu concordo?
Em parte, na verdade servem também pra matar baratas.
Não, no fundo só o primeiro marido é um engano, um erro necessário.
Sabe como é, você não casa com o cara porque ama, você casa com o cara que fecha melhor com sua loucura.
Casamento de neurose, a gente não casa com que vai nos trazer felicidade, balela, a gente casa com quem vai nos permitir adoecer, e a vida é tão insuportável que a gente casa pra ter em quem jogar a culpa pelo desespero de existir.
De ter que existir, acordar todo dia, pagar contas, cuidar da casa do corpo da cabeça.
Jesus!
Se sinto saudades?
Pouco, muito pouco. Na verdade eu tento.
Tento porque acho importante ter saudades, ter de quem sentir falta, ficar lá de perna pro ar, pensando no sujeito.
Mas nunca dura muito, porque, apesar de tentar eu quase nunca consigo e você sabe...os sujeitos são tão, tão...desinteressantes.
Tudo meio hibrido, invertidos.
Não, mas eu acho que vou sentir saudades, um dia, talvez, quando encontrar um homem mais homem que eu.
Pensando bem...acho que não.
Eu sinto saudades do meu cachorro, que morreu, e acho que já está de bom tamanho.
Bom, mas é isso, o que realmente me faz feliz é beber água na garrafa, deixar na geladeira e não impedir que os outros venham e bebam na garrafa babada.
Deve ser algum tipo de vingança, ressentimento por ter vindo ao mundo.
Pequena revanche familiar.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Santa hipocrisia.

"Não posso descrever o remorso que sinto por tê-la ferido, além de sua família", disse Grubbs, de 24 anos, ao canal americano de televisão "Extra".
Grubbs, que teria mantido relações com Tiger Woods há três anos e em mais de vinte ocasiões, afirmou que se não tivesse revelado o caso com o golfista, "outra mulher o teria feito".
"Não o fiz antes por motivos superficiais e também por não querer ferí-la (Elin)", disse a jovem, que negou amar o golfista.
Nesta quarta-feira, o deputado democrata Joe Baca, da Califórnia, anunciou a retirada de seu apoio a um projeto para homenagear Woods em função do escândalo sobre a vida conjugal do golfista.
A desistência de Baca em seguir com a iniciativa ocorreu um dia depois do instituto de pesquisas Nielsen ter anunciado que os canais de televisão dos EUA não transmitiram um anúncio sequer com o atleta no horário nobre desde a semana passada, quando Woods confessou ser infiel à esposa.
Mas se os infiéis governam aquele país, porque não podem também aparecer no horário nobre?
E se não podem, vai sobrar pouca gente para participar de anúncios por lá. Se duvidar até esse democrata ai vai ficar impedido, o tal de Joe Ba(ba)ca.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
TPM TOTAL

É impressionante o poder de uma TPM, ela acorda todas as insatisfações, disfarces e enganos de uma mulher. Tudo aquilo que a gente faz de conta que não vê, a TPM mostra.
O vazio, imenso vazio que se esconde e na TPM ressurge furioso.
Você, caminhando distraída na estrada, de repente vê surgir na sua frente um imenso buraco
E eu estou cansada, e cansada não me resta mais nada além de sentar na frente do buraco.
Eterna insatisfeita, é o que sou.
Tenho tudo que poderia desejar, e, no entanto, nada me serve.
Já fiz tudo o que queria, e aos 32 anos estou na crise da meia idade.
Ou estava antes e por isso fiz tudo e tanto?
Patética, perdida, desolada.
Imóvel, instável, frustrada.
E também não estou nem ai para o que os outros vão pensar.
Porque não gosto dos outros, gosto de poucos.
E isso não é porque sou seletiva e tenho um gosto diferenciado.
Não gosto dos outros porque sou chata, rabugenta, prepotente e ou outros me irritam.
Os outros e seus assuntos chatérrimos, os outros e seus papos de sempre.
Eu e os meus papos de sempre, minha lenga-lenga infinita.
As pessoas são chatas e mentirosas.
Todo mundo ralando, se fudendo e fazendo cara de gente feliz e potente.
Eu não gosto dos outros.
Eu detesto essa minha prepotência narcisista de não querer precisar de ninguém.
Sim, essa antiga fantasia de não precisar.
De ser só, livre e me bastar.
Eu detesto as minhas ilusões e fantasias.
Eu detesto quem consegue ter ilusões e fantasias e ser feliz por algum tempo.
Ilusões e fantasias são oásis em meio a esse deserto que é viver.
Alguns conseguem ficar lá, eu não.
E quando encontro um oásis desses na frente trato logo de colocar sal nele, destruir inteiro. Sou bruta. Quando destruo um oásis sinto um alívio imenso, maior do que quando encontro.
Trato logo de me dizer, "menina, isso não é pro teu bico, sai logo dai."
Condenada a ser mal amada meu destino é amar filha-da-puta honesto.
E só filha-da-puta honesto vai sentar ao meu lado.
Não tenho saco pra vida afetiva.
Acho que vida afetiva gasta uma energia danada.
Melhor trabalhar. Ou comprar um homem pronto.
Só de pensar, cansei.
Mais fácil fazer doutorado, mas também estou sem tesão pra doutorado.
O que me resta? Resto. Vou virar planta.
O único lugar em que sou inteira é na pagina de um blog.
Todos os meus mil pedaços colados e repartidos por aqui.
Sou tantas em uma só, beiro a esquizofrenia.
Tenho múltiplos diagnósticos.
Do jogo da sedução a perversão instalada, tenho até meus dias de paranóia.
Sou uma filha medíocre da modernidade.
Falo pra tela vazia, toco o que está no ar.
Sem saber e sem querer saber.
Só não suporto minhas crises narcísicas.
O narcisismo pra mim é o mais infame dos diagnósticos.
Hoje estou um grão de arroz no meio do maracanã.
Você nunca iria me achar. Você não ia querer nem me procurar.
A TPM um dia me mata.
Mas no fundo, bem no fundo do buraco, eu gosto da TPM.
É que quando caio, acordo.

de minha vida Clariceana.
Feminina essa minha veia.
Lispectorante.
Sopro quente em limo
de boca calada e errante.
Disfarça a minha farsa
de frágil datilógrafa romântica.
Sou mulher-Haia nessa estrada
De argamassa lisaásperacriante.
.
(à Clarice Lispector, poeta das pequenasgrandes coisas, falecida em 9 de dezembro de 1977)
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Perdoai-os Freud, eles não sabem o que desejam...

Faz tempo que minhas amigas pedem que eu escreva sobre o fetiche por pés e sapatos. Intrigadas, após suas noitadas com aqueles sujeitos com estranhas preferências sexuais.
Antes de tudo é preciso esclarecer que eu pessoalmente acredito que entre dois adultos, dentro quatro paredes, vale qualquer negócio, desde que consentido e entre ADULTOS. Porque na vida sexual existem coisas estranhíssimas e deve ser por isso que ela é vivida a portas fechadas. Amém, porque como diz Nelson Rodrigues, "Se soubéssemos dos detalhes da vida sexual das pessoas não falaríamos com elas.”
Mas voltando as meninas. Uma delas estava intrigadissíma com o cara que passou 30 minutos beijando e lambendo seu pé.
Voltando. Para Freud não nascemos meninos e meninas, alá Simone, nos tornamos. Até os 5 anos não temos identidade sexual definida. Até os 5 ficamos pensando sobre, alguns a vida toda. Em uma determinada etapa as crianças, para terem um desenvolvimento sexual saudável, precisam fazer o reconhecimento da castração feminina. Reconhecer que as mulheres não têm o falo, desejado falo. Lembra aquelas historinhas de meninos e meninas pequenos no banheiro se observando? Pois é por ai.
Esse é um movimento psíquico importante. O menino percebe que a mãe não tem algo que o pai possui, e que por não ter algo que falta, deseja. Deseja o pai, e ai vem toda uma questão da inveja do pênis, dos dois lados. Reconhecer a castração liga-se a definição da posição sexual futura.
Algumas meninas se transformam, na vida adulta, em mulheres poderosas. Pra Freud umas castradas desesperadas em busca do falo perdido. Alguns meninos arrumam uma saída psíquica parcial, Uma dupla saída. Eles reconhecem a castração e ficam na posição masculina, de posse do pênis que as mulheres desejam, e isso faz com que estabeleçam relações hetero, a outra saída é que os meninos negam a castração nas mulheres, rejeitam, psiquicamente, a idéia que não somos possuidoras de falo, e deslocam.
O fetiche por pés e sapatos é resultado do deslocamento. Deslocam o falo de seu lugar de origem, anatômico, para os pés. Eles, com isso, podem perceber a mulher como castrada, parcialmente, e desejar o corpo da mulher sem pênis e lhes oferecer o que falta, e com isso ter relações com uma mulher reconhecida como tal, no entanto não abandonam a fantasia do pênis (pênis do pai, invejado), e deslocam. O pênis não está mais entre as pernas, mas foi deslocado para os pés.
O que o homem com adoração por pés e sapatos então adora?
Esses dias no GNT passou um programa sobre fetiches e o cara dizia assim, "adoro lamber pés, chupar pé sujo, melado" e eu pensando, meu Deus, perdoai-os pai, eles não sabem o que falam! O cara não tem a mínima idéia do que está falando, vamos lá substituam pés por...
O único problema é se seu pé por feio, ai você está ralada, condena o pobre sujeito a impotência.
Meninas, é isso, não se assustem e façam outra leitura da coisa toda. Podemos pensar que é até um elogio, porque falo também é poder. E se ele acredita que você tem um, não interessa que não no mesmo lugar que ele, mas você tem o mesmo brinquedinho que ele, significa que ele te considera uma mulher forte, potente e não uma castrada qualquer e isso é um baita elogio. Eu pessoalmente não me importo, pois não acredito nem no Freud e nem na castração ,hehe.
No final é isso que movimenta todo o jogo amoroso, eles têm algo que nos falta e a gente, pela falta, quer, mas no fundo a gente não aceita e massacra os pobres que quase acreditam que quem tem somos nós, dai eles querem provar que os donos são eles...e por ai vai, desde os tempos das cavernas homens e mulheres lutam pelo tacapi imaginário e perdido.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
domingo, 6 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
Homens de honra.

Pra recuperar os dias de aula perdidos por causa da gripe suína, aqui no sul, as crianças tem tido aulas aos sábados. Hoje é sábado, 6:40 já estava em pé, delicia. Mas como nada se perde tentei fazer algo bom no silêncio da manhã. Já assisti dois filmes até o momento. "Perfume de Mulher" e "Jornada pela Liberdade". Este último eu tenho em DVD e já assisti algumas vezes, hoje passou na televisão, vi novamente.
Jornada pela Liberdade foi inspirado em uma história real. O filme conta a vida e a luta de William Wilberforce, líder do movimento abolicionista britânico. Willian inicio jovem a batalha pela aprovação de uma lei que proibisse o tráfico de negros na Inglaterra. Conseguiu.
A história de vida dele é emocionante. Nos dias que quero uma injeção de ânimo e vida, coloco este filme e assisto o final. Me emociona sempre e no momento da aprovação bato palmas junto com a câmara. Sim, me empolgo em filmes.
Mas o que realmente me toca e sempre me vem a cabeça, e ao coração, é de que o mundo carece de homens de honra. O que quer dizer? Eu não sei bem, mas essa frase sempre aparece. Claro que sempre houveram homens de honra e homens medíocres em qualquer tempo e lugar, e os de honra sempre foram excessão. No entanto, hoje, em especial, no nosso tempo, o mundo parece ter sido dominado pelos homens medíocres. Homens medíocres, jovens medíocres, vidas medíocres...
Há muitas batalhas para serem travadas, no entanto a maioria das pessoas travam suas maiores batalhas com o negativo do banco. E não desconsidero aqui a necessidade de sobrevivência, só registro é que as pessoas transformaram isso em suas maiores batalhas. Desistiram das batalhas internas, aquelas que devem ser travadas dentro de cada um de nós. Batalhas contra nossos preconceitos, cegueira e ignorância. E essa já é uma imensa tarefa, porque só após alguma vitória interna poderemos nos lançar em outras arenas.
A arena da vida, que carece de gente corajosa e sensível. No filme há um discurso interessante que fala disso, de que quando pensamos em grandes homens pensamos em homens como Napoleão, homens de violência que tem as mãos manchadas de sangue, não pensamos em homens de paz. No entanto, honra e coragem podem ser encontrados em campos de batalhas bem menos visíveis. A vida é feita de pequenas batalhas diárias. Todos os dias elas são travadas por pessoas comuns que conseguem manter a dignidade apesar de tudo, sem desesperar. Pais que conseguem se fazer presentes e ter coragem de impor limites, apesar da falta de tempo que a necessidade de trabalho lhes exige. Mães que educam sozinhas, corajosamente, suas crianças sem perder a ternura, homens que conseguem manter o respeito mesmo quando são seguidamente desrespeitados. E passam isso adiante, sem o medíocre jeitinho brasileiro, sem desculpas, sem pegar o caminho mais fácil.
É assustador quando se vive em uma sociedade em que o maior feito de um sujeito é conseguir participar do BIG BROTHER! É assustador ver o que nossas crianças tem almejado ser, e estimulados!
Nasci no tempo errado ou no planeta errado. Estava quase trocando, mas o Albano sugeriu que eu não mudasse ainda. Vou tentar ficar um pouco mais. Ainda existem algumas batalhas para serem travadas, se não por mim, em nome dos meus filhos.
Honra e coragem. Parece estranho, ridículo, utopia?
Mas tente, e repita em voz alta, honra e coragem, honra e coragem, honra e coragem.
E vai que a gente lembre o que significa?
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
O dia em que fui miss.

Uma observação.

As mentiras da Pitty

Ah sei lá Pitty, relaxa o fato é que se o sujeito não"percebeu" antes que te adora não vai ser com sua partida que isso vai acontecer. Na verdade quando você for embora ele vai ficar bem aliviado. É que a gente tem isso de querer ser especial e insubstituivel, mas não somos, e como diz o Camus "Não há grandes dores em grandes arrependimentos, nem grandes recordações.Tudo se esquece, até mesmo os grandes amores." O que pode ser um tormento ou muito libertador. Isso nos permite não cair nessa cilada de achar que, por insistência, teimosia ou burrice, faremos um homem gostar da gente. Isso não existe, só serve para mulher masoquista.



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