Das coisas sentidas...


Sabe aquelas suas perguntas que nunca respondo na hora?
Daquelas suas perguntas que carrego comigo dias seguidos?
Da sua última, das coisas que vi em você?
Então eu calo por dias pensando nas coisas que vi em você, e descubro daquelas que não vi, porque não ver algumas também pode ser um alívio.
Das coisas que vi em você, o que posso dizer?
Que não são coisas, que impossível enumerá-las, porque ai, as coisas que são importantes se perdem.
Porque a palavra, quanto tenta dizer dessas coisas que não podem ser ditas, mutila, incapaz de dizê-las.
Olhando teus olhos pensei, nessas coisas todas que não foram vistas, mas sentidas, e por isso nunca encontrarei a melhor forma de te contar.
As possíveis de serem listadas? Com estas eu não me importo. Gosto mesmo é da palavra inventada, aquela que diz tudo e não diz nada.
Do que não vi, mas senti, e não sei contar, teria que inventar uma palavra toda nova, colorida em movimento, que balança no vento e ganha cor com o brilho do sol. E essa palavra, que não vi, mas senti, só poderia te dizer dela naquele espaço em que só cabe você e eu, mais ninguém.
E eu que não posso dizer o que vi, porque não vi, senti, deixo que meu corpo te conte, e meu coração disparado confirme, todas as coisas que senti quando você me tocou.

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