Casal especial.


Não acredito no casamento. Não mesmo. Preciso deixar isto claro. No mínimo é um ato político hostil, o modo como os medíocres mantém a mulher em casa e fora do caminho, à guisa da tradição e do conservadorismo religioso.
É só uma bela ilusão: dois seres que se amam, e que nem imaginam o quanto farão o parceiro infeliz.
Mas quando duas pessoas sabem disso e decidem, de olhos bem abertos enfrentar o casamento mesmo assim, não acho que seja conservador nem um delírio.
É sim um ato radical, corajoso e muito romântico.
A Diego e Frida!
Tina Modotti, fotógrafa italiana, no discurso em homenagem ao casamento de Diego Rivera e Frida Kahlo.

Comentários

  1. Casamento, casar, acasalar, palavras que remetem a palavras, que por sua vez remetem a ações fundadas em outro signos que tanto podem levar a enunciados ditos amorosos, ou mesmo a relações contratuais objetivas e jurídicas.
    Casamento, casar, pressupõe união de gostos, de intereses, de metas, de construção de futuridade, de convicções partilhaveis, de investimentos financeiros, de estabilidades emocionais, de fidelizações, de geração (ou não) de herdeiros, de cadernetas de poupança conjuntas. Casamento é construção de expectativas frente a um outro que pensamos que amamos e que pensamos que conhecemos e que pensamos (pior ainda) que comungamos tanta coisa em comum. Casamento é a Lei do outro para dois outros.
    Acasalar é a união de corpos fundada na necessidade primária da continuidade de cada espécie. É junção momentânea de corpos em busca do gozo, do prazer (isto predominantemente na espécie humana), do perder-se momentaneamente no corpo do outro transformado naquele instante no objeto maior da libido enquanto energia vital.
    Casar ou acasalar? Eis a questão!

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