terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sobre demônios e pecados.


A última vez que estive em Florianópolis comprei um pequeno livro do Rubens Alves bem interessante. De leitura fácil e com tiradas engraçadas, na primeira parte o autor compara a psicanálise com a possessão demoníaca e na segunda reflete sobre os 7 pecados capitais. Ótima leitura para aeroportos. Seguem alguns trechos interessantes...

"A psicanálise é uma das formas modernas de exorcismo,está de acordo.A psicanálise é a procura do nome reprimido e escondido. Quando o possuído - isto é, o paciente -aprende o nome do demônio que o atormenta e o diz em voz alta, ele fica livre."

Nietzsche tem um aforismo enigmático: "É fácil perdoar o que você fez comigo. Mas como posso perdoar o que você fez consigo mesmo?"O que você fez comigo pertence ao campo da moral, é um ato que me magoou. Esse ato posso perdoar, esquecer - se eu souber que ele não expressa sua essência. Foi um acidente. Mas, ainda que você nada tenha feito que me cause mágoa, como posso fazer de conta que sua essência não é o que parece ser? O que você me fez, tenho o poder de perdoar. Mas o que você fez consigo mesmo, não tenho formas de perdoar - porque você vai continuar a ser o que é."

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A pergunta que não quer calar...afetos e moitas da vida.


Está semana levei meus filhos ao colégio. Eles estudam na mesma escola que eu estudei na 5a série, quando tinha 11 anos. Naquela época arrumei meu primeiro namoradinho, ele chamava Leonardo. Meu filho, que também se chama Leonardo está na 5a série, também arrumou uma namoradinha na escola. No início do ano, quando troquei o Leo de escola, contava para meus pequenos sobre esse meu primeiro namorado. Namoramos um bom tempo, mas nunca, absolutamente nunca,nos falávamos na escola, mas quando chegávamos em casa nos telefonávamos e ficávamos horas conversando. Eu gostava muito do Leonardo, mas tinha vergonha dele, sentávamos lado a lado na escola, ,mudos.
Neste dia em que fui levar as crianças vi uns arbustos que ficam ao lado da passarela da escola, não sou eu quem leva as crianças então nunca tinha revisto as tais "moitas".
O fato é que revê-las me fez lembrar do motivo do fim do meu namoro com o Leonardo. Em uma tarde de sol, durante o recreio, o Leonardo passou por mim e eu peguei o Leonardo no colo e ATIREI dentro da moita!!!!!!!! O Leonado, após sair da moita, terminou o namoro comigo.
Esta semana, quando olhei para a moita, que ainda está lá inteira, testemunha do que fiz, surgiu a grande pergunta que não quer calar: POR QUE ATIREI MEU AFETO NA MOITA???
Se para picologia tudo tem razão de ser, e não fazemos nada sem que exista um sentido, afinal por que atirei o Leonardo na moita? Não encontro respostas. Talvez essa seja uma das perguntas que eu carregue comigo para o túmulo sem saber porque fiz aquilo.
Eu gostava do Leonardo, não queria machuca-lo, fiz aquilo por impulso, sem consciência nenhuma. Eu realmente queria me desculpar com o Leonardo. Acabei com nosso afeto assim, sem explicação.
A idade, experiências amorosas, auto-conhecimento, tudo isso ajudam a entender as razões de nossas atitudes e sentimentos, porém muita coisa ainda nos escapa. Natural, o inconsciente é vasto e não se deixa capturar facilmente. Mas algumas posturas e relações nos marcam, capturam e fazem com que façamos coisas que nos deixam perplexos com nós mesmos.
O que aprendi com o Leonardo, é que as vezes, posso tocar fora uma coisa boa da minha vida, talvez por medo. O Caio Fernando Abreu tem uma frase que fala deste impulso terrível de destruir tudo que é novo e ameaça ficar bonito ou crescer demais.
Talvez ninguém tenha me dito na época que não se joga namorados nas moitas, que na verdade se entra na moita com o namorado! Sim, é preciso ensinar seus filhos a escolher e viver seus amores, pelo menos no início.
Por um longo tempo seguimos atirando pessoas significativos nas moitas da vida, e também somos seguidamente lançados lá, solitários, machucados e tristes. Sozinhos na moita, quando o que mais queríamos, na verdade, é que aquele que nos lançou neste espaço espinhoso de solidão, tivesse tido a necessária coragem de pular junto com a gente.
Com o tempo vamos aprendendo que não podemos andar tão distraídos ao lado de moitas, mesmo quando quem está ao nosso lado é alguém que nos ama. Andar entre moitas ao lado do afeto, ai reside o risco. A vida é uma estradinha sinuosa cheia de moitas espreitando. Podemos cair nelas sozinhos, sermos lançados, traiçoeiramente atirados lá e vamos ficar muito tempo machucados e desnorteados com isso. Outras vezes no entanto, encontramos uma moita convidativa, podemos entrar sozinhos lá e dar um tempo refletindo no caminho, outras vezes encontramos moitas ocupadas por um viajante sozinho ou um casal que chegou primeiro e temos que escolher em entrar ou não ali. Moita em dupla ou trio? Bom tem moita de quatro, mas o Freud já alertou, se mais de dois, um sempre sobra e a moita vai ficar apertada, falta de ar e pouco espaço de movimento e crescimento, mas fica a critério do viajante,cada um sabe o tipo de moita que lhe agrada.
Tudo isso, eu escrevi, para pedir desculpas ao Leonardo e dizer que, enfim, não entendi meus motivos mas vou sempre lembrar dele, e do dia que toquei meu afeto juvenil nas moitas da vida .

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Casal especial.


Não acredito no casamento. Não mesmo. Preciso deixar isto claro. No mínimo é um ato político hostil, o modo como os medíocres mantém a mulher em casa e fora do caminho, à guisa da tradição e do conservadorismo religioso.
É só uma bela ilusão: dois seres que se amam, e que nem imaginam o quanto farão o parceiro infeliz.
Mas quando duas pessoas sabem disso e decidem, de olhos bem abertos enfrentar o casamento mesmo assim, não acho que seja conservador nem um delírio.
É sim um ato radical, corajoso e muito romântico.
A Diego e Frida!
Tina Modotti, fotógrafa italiana, no discurso em homenagem ao casamento de Diego Rivera e Frida Kahlo.

Um padre sincero.


Boa noite, estamos todos aqui reunidos nesta noite, para dar apoio a este corajoso casal. E como vemos, eles precisam tanto, mas tanto de apoio e coragem neste grande momento, difícil, que pagam para que vocês venham hoje aqui, ouvir este padre (chatérrimo) e para, em grande quantidade, impedi-los de desistir.
Mas essa noite, nós falaremos a verdade, para que talvez, quem sabe com sorte, vocês sejam felizes. Vocês prometem amar a si mesmo? Prometem serem fiéis ao que vocês realmente são, antes de tentar serem fiéis ao outro? Prometem não abrir mão do respeito por si mesmo? Prometem terem filhos e amá-los se isso for um desejo dos dois? Prometem não responsabilizar o outro pelo seus sentimentos e por suas inseguranças? O noivo promete não tratar a noiva como se fosse mamãe?
Prometem que não vão acreditar que serão felizes para sempre? Prometem também que só irão tentar transformar a si mesmo e que não estão aqui com expectativas de mudar o outro depois de casado? Prometem, principalmente não prometer nada e seguir nesta relação com o lema dos alcoólicos anônimos em mente "um dia depois do outro", hoje te amo,amanhã não sei?
Então desejo aos noivos muito amor, muita fidelidade a si mesmo e um pouco de pimenta, e muita sacanagem (saudável,claro!).
Podem se beijar.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009



- Não se apaixone por mim.


Eu não estou apaixonada por você. Estou apaixonada é por esse seu jeito de me olhar como se enxergasse estrelas e, depois, ir chegando de mansinho até misturar nossas constelações. Eu jamais me apaixonaria por você! Estou, e isso é fato, apaixonada pela maneira como você me abraça pela cintura e me puxa para perto de você, afastando os caçadores que ainda teimam em me rodear. Eu, me apaixonar por você? Nunca! Eu sou apaixonada é pela sua boca, pela sua barba por fazer, pelo cheiro que fica em seu peito cada vez que nos aproximamos para repousar. E você afunda a mão em meu cabelo e me beija a boca e me beija a nuca e me deixa louca até a respiração faltar. Apaixonada por você… até parece. Apaixonada eu sou é pela sua risada, pelas suas palavras, pelas suas plantas bagunçadas depois de eu tanto organizar. Não estou apaixonada por você, nunquinha, mas por essa sua mania de fugir de mim por puro medo de também se apaixonar.


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Você me ganhou de presente.

Nesses meus dias tristes e silenciosos esse cd da Paula Toller me faz muito bem.
E essa música? Adorei, especial.




Você me ganhou de presente
Com laço e etiqueta de garantia
Foi num dia de alegria
Você fez bem o gesto que eu queria

Mas não deu mole
Não deu mole
Não deu mole
Você não deu mole

Nunca esteve numa de me alcançar
Nem estava no 'mood' de casar
Eu sempre estive à mão, que isso me console
Mas você não
Você não deu mole
Você me ganhou de presente
No laço e na promessa de guarita
Você me sorriu na galeria
E tinha bem o gosto que eu queria,
Mas não deu mole
Não deu mole

Não deu mole, meu bem
Você não deu mole
Nunca teve medo de me ver partir
Nem vai perder seu tempo pra me desmentir
Nem me criticar
Eu que me controle
Porque você não
Você não dá mole
Se eu chorar, você até se comove
Mas assim já é demais
Nem eu me agüento

Porque eu não dou mole
Eu não dou mole
Não dou mole, meu bem
Também não dou mole...

Das coisas sentidas...


Sabe aquelas suas perguntas que nunca respondo na hora?
Daquelas suas perguntas que carrego comigo dias seguidos?
Da sua última, das coisas que vi em você?
Então eu calo por dias pensando nas coisas que vi em você, e descubro daquelas que não vi, porque não ver algumas também pode ser um alívio.
Das coisas que vi em você, o que posso dizer?
Que não são coisas, que impossível enumerá-las, porque ai, as coisas que são importantes se perdem.
Porque a palavra, quanto tenta dizer dessas coisas que não podem ser ditas, mutila, incapaz de dizê-las.
Olhando teus olhos pensei, nessas coisas todas que não foram vistas, mas sentidas, e por isso nunca encontrarei a melhor forma de te contar.
As possíveis de serem listadas? Com estas eu não me importo. Gosto mesmo é da palavra inventada, aquela que diz tudo e não diz nada.
Do que não vi, mas senti, e não sei contar, teria que inventar uma palavra toda nova, colorida em movimento, que balança no vento e ganha cor com o brilho do sol. E essa palavra, que não vi, mas senti, só poderia te dizer dela naquele espaço em que só cabe você e eu, mais ninguém.
E eu que não posso dizer o que vi, porque não vi, senti, deixo que meu corpo te conte, e meu coração disparado confirme, todas as coisas que senti quando você me tocou.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Blog do Albano - Caminhos e conversas...




Estou perdido, ou pelo menos penso que estou, perdido no mato que pode ser uma floresta ou até mesmo uma cidade cosmopolita, ou um vilarejo até. Estou perdido mas sei que estou em algum lugar da América do Sul, e isto já é alguma coisa para tomar minha caminhada.Procuro um lugar chamado Yapeyu, que nem sei se existe. Ouvi falar dele através de dois amigos: um que é o Warat, que vive gritando aos quatro cantos do mundo que é patafísico, isto mesmo, patafísico. Às vezes creio que ele foi abduzido por algum extraterrestre, sei não!

O outro, ou melhor, a outra é a Andréa. Conhecemos-nos através de jornadas internetiano-cibernéticas e até chegamos a nos ver, ao vivo e a cores. Mulher sensual e enigmática, assim como são as fêmeas da nossa espécie.

Pois é, foi a partir dos relatos de ambos, o Warat falando de uma Taberna que fica em Yapeyu, onde ele afirme que vive ao lado dos xamãs Guaranis e que à noite costuma ir para a tal Taberna, cuja dona, a dona Doña que me parece ser aparentada da Lilith, aquela que Deus mandou para o inferno como castigo por ter seduzido Adão, até então prometido para uma tal de Eva, com vistas ao projeto demográfico de Deus para este pequeno planeta. Muito complicado para meu parco entendimento. Mas enfim, segundo ele a tal casa noturna seria conhecida como a Taberna de dona Doña.

Por outro lado, a Andréa colocou no frontispício da dita cuja, uma placa muito bonita com a efígie de uma mulher e com o nome Taberna Dona Flor. E ainda, segundo sua narrativa, havia encontrado na mesma, muitos amigos, dentre eles o Warat, este seu humilde narrador, o Alexandre, a Rosa, dentre outros. É né, sabem como são as coisas, eu não me lembro bem de ter estado lá, mas porre é porre. Se ela afirma, eu fico na posição cartesiana, que dizia que tinha – ele, Descartes - imensa dificuldade de distinguir sonho e realidade (ele jurava de pés juntos não confiar nos sentidos). Por outro lado, por que será então que eu quero ir à tal da Taberna dona Doña ou Dona Flor? Pouco importa o nome de fachada – fica parecendo mais tentativa de confundir a Receita Municipal de Yapeyu -, eu não tenho nada a ver com isso.

Com os ouvidos colados num aparelho MP3 –viva a modernidade – caminho há mais de anos, escutando Caetano Veloso (quero ver Irene dar sua risada) e me embrenhando mais e mais no meio do nada. Durante a noite escuto o piar das corujas, assim como o bater das asas (asas?) dos morcegos que cegamente fazem seus vôos kamikases. Durante o dia, vejo as cobras se esgueirando em busca de suas presas. Sol a pino ou lua cheia. Amanheceres e crepúsculos fascinantes e tão parecidos, que às vezes fico sem saber se está amanhecendo ou anoitecendo. Sei não! Andei dando umas cachimbadas que alguns xamãs me ofereceram pelo caminho. Fico me perguntando: serão eles os amigos do Warat? Eles me dizem que pode ser que sim. Por que será que os bruxos sempre falam por metáforas? Serão eles aparentados dos oráculos? Enfim...

Estou indo porque gosto de conversas triangulares, como assim define a Andréa nossas falações (dela, do Warat e minha) e, como eu gosto de triangulações, pois me cheiram a coisas proibidas e perigosas, como também de formas perfeitas, matematicamente perfeitas, tais como o triangulo, vou indo, se vou chegar, isto é uma outra estória.


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dica de livro!


Preciso sair da minha crise de SILÊNCIO EXISTENCIAL CAÓTICA para escrever sobre o livro do meu amigo Gabriel.
O livro, sem dúvida, é nota dez. Além do tema ser super importante para quem trabalha na área de (des)encontro entre Psicologia e Direito, a seriedade do trabalho e a qualidade da escrita fazem o livro valer muito.
Para completar tudo isso, o autor, meu querido amigo, é uma pessoa especial. E por ser ser especial como sujeito é especial como profissional. É questão de congruência, nem sempre encontramos isso nos bons escritores, no Gabriel encontramos.
O livro vai ficar em cima do meu BIDÊ,certamente.
Parabéns querido.
Já vou separando o modelito para festinha de lançamento.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Alice no país dos Farroupilhas.


Escorregou pelo buraco e acabou presa entre dois "se" e isto a angustiava. No chão deitada entre cogumelos e trevos de quatro folhas, tremia.
O dia estava cinza, e chovia. Quantidade infinita de pequenas gotas de chuva fria preenchiam o silêncio. Alice sentiu então uma tristeza profunda, que nem o vento forte levava, e percebeu ali, imóvel, entre lá e cá, que nada amenizaria.
Olhando para o céu cinza, Alice pensava no quanto, as vezes, sentia-se grande demais. Principalmente quando crescia de súbito e ameaçava romper as formas daqueles espaços limitados.
Outras vezes percebia-se tão pequena, que sentia que a qualquer momento, as circunstâncias lhe esmagariam.
Cansada de enfrentar valetes e discutir com rainhas loucas, começava a acreditar que bom mesmo seria se ela, definitivamente, perdesse a cabeça. Era difícil para Alice ser sempre o exército de um farrapo só.
E só sentou-se próxima a lamina d`agua que escoava seu sentido. Naquele percurso em espiral, a água escoava determinada a levar de Alice tudo o que ela tinha, que era pouco, Alice sabia, mas era dela e lhe dava sentido.
Aquele sentido que não estava nas funções ou confusões de seu caminho, e que Alice descobriu, esteve desde sempre, e ela distraída nunca viu.
Sentido com textura particular e um céu da boca carregado de estrelas que Alice deitada passava horas a contar. Imagens futuras cortavam o céu na cauda de cometinhas vagabundos e brilhantes. Alice sabia, o tempo estava se esgotando.
Esgotando junto com a agua que escorria lenta, mas determinada a não parar.
Mas desta vez por um buraquinho tão pequeno, que Alice não conseguia achar e por não achar, nada impediria seu sentido de desaparecer.
Alice começou a chorar. De olhos fechados, como sempre fazia desde os cinco anos de idade, chorou sem parar. E só parou quando,de súbito, engasgou.
Olhos arregalados, Alice engasgou na sua tristeza, e ela era salgada. Alice percebeu que de tanto chorar, por medo de perder seu sentido, as lágrimas encheram o lugar, e o buraquinho, por ser tão pequeno, não conseguiu escoar.
Parou, de susto, a água baixou. Ela aliviada, por não morrer afogada, viu de novo o sentido que escapava.
Começou outra vez a chorar, desta vez mais forte, porque agora, aos prantos sabia, que se não parasse de chorar lhe mataria, se não chorasse também morria, pois o sentido lhe escaparia.
Presa entre aqueles "se" Alice sabia, já não tinha escolha. Sua tristeza, misturada no sentido, fez a água subir. Subiu e tapou seu nariz e seus ouvidos. Os sons ficaram baixos, a luz mais fraca e o ar faltou.
Maltrapilha, Alice, a menina que morava no país dos bravos farroupilhas, morreu aos poucos, mergulhada no sentido, e a tristeza deu lugar a calma.
Alice não sabia, mas agora descobria, que ela podia respirar embaixo d`agua.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Nosso amigo Andrei.

"ALGUNS ANJOS TEM ASAS, OUTROS USAM UNIFORMES"






Amigo querido...
Tua voz, teus comentários e tua risada engraçada seguem aqui, conosco na nossa sala, na nossa vida.
Tu sabes, sempre soube, do afeto e do lugar especial que tens em nossas vidas. E nós também sabemos que tínhamos lugar igual pra ti.
Tu estás aqui, em todas as fotos de todos os nossos momentos especiais.
E tu continuará aqui...
Vai ficar na taça de vinho com teu parceiro.
No vestido da menina que tanto tu gostava.
No respeito do mais velho.
Na memória do meu pequeno, teu parceiro de viagem.
No meu vestibular! E em todo apoio e vibração que tu colocou nas minhas conquistas.
Teu amigo, teu irmão, vai sentir demais tua ausência. Amigo, vizinho, sócio, parceria, da casa, da nossa vida.
Eu sei, eu sei que comentários tu faria se lesse isso "a Déia é foda!".
Andrei, todo o nosso amor, sempre conosco, na nossa memória e em nossos corações.