Será que sou romântica?





Quando era pequena tinha uma vitrola vermelha. Na minha vitrolinha, além das histórinhas infantis, tocava muitooooo Roberto Carlos!
Essa foto traduz a paixão infantil pelo músico. Tinha 4 anos! Hoje, sentada nos meus 32 anos olho essa foto e fico imaginando o motivo pelo qual uma garotinha de 4 anos gostava de ouvir Roberto Carlos.
Sabia todas as músicas do rei. Lembro deste dia, da foto, e de como estava feliz. É, talvez, porque as canções não toquem a lógica, é ao coração que elas falam...
Bem breguinha a querida. Me acho tão querida quando pequena que sinto não poder me dar uns beijinhos. Queria ter sido minha mãe, só para me dar um colinho.
Minha música preferida? Amava "Outra vez".AMAVA.
A letra: "Você foi! O maior dos meus casos.De todos os abraços.O que eu nunca esqueci.Você foi! Dos amores que eu tive.O mais complicado. E o mais simples prá mim...Você foi! O melhor dos meus erros .A mais estranha história. Que alguém já escreveu. E é por essas e outras. Que a minha saudade. Faz lembrar. De tudo outra vez...Você foi! A mentira sincera. Brincadeira mais séria. Que me aconteceu. Você foi! O caso mais antigo. E o amor mais amigo. Que me apareceu...Das lembranças. Que eu trago na vida. Você é a saudade. Que eu gosto de ter. Só assim! Sinto você bem perto de mim. Outra vez...Me esqueci! De tentar te esquecer. Resolvi! Te querer, por querer. Decidi te lembrar. Quantas vezes. Eu tenha vontade. Sem nada perder...Ah! Você foi! Toda a felicidade.Você foi a maldade. Que só me fez bem. Você foi! O melhor dos meus planos. E o maior dos enganos. Que eu pude fazer...Das lembranças. Que eu trago na vida. Você é a saudade. Que eu gosto de ter. Só assim! Sinto você bem perto de mim. Outra vez....
E tinha também aquela das Baleias, ai que coisa angustiante aquela música, ora ouvia a historinha da baleia que comia o pai do Pinóquio, ora o Roberto me contava da terrível caça as baleias.
Essa fotinho me fez refletir sobre meu romantismo. Olhando, não parece restar dúvida de que fui uma menininha romântica. Dai me pergunto, em que momento isso se perdeu?
Hoje realmente não sei quem sou. Fico atenda as impressões dos outros. Apontamentos.
Algumas pessoas me chamam de afetivamente "estranha". Seguidamente me acusam disso.
Meu amigo G.B disse que sou uma mal amada.
Outros acreditam que sou doce. Será?
Minha mãe diz que sou "fria". Não diz direto,insinua.
Já me chamaram de arisca. O que concordo, já fui bastante.
Agressiva! Um pouco.
Mas nunca me disseram que sou romântica.
Talvez não seja nada disso, ou talvez seja tudo isso, misturado.
O fato é que ser romântica dói, e eu só gosto de doer em dias de chuva.
Ser romântica é arriscado.
É que ainda não me resolvi em relação ao amor, esse intenso, de reconhecimento e encontro. Esse grande amor que Roberto canta.
Os amores são banais e cotidianos. Grandes amores? Cada século foi testemunha de 2 ou 3, o resto é invenção. Uma forma de driblar a solidão e ausência de sentido da vida.
Olho para foto e acho, bom, que em algum momento eu tenha sido assim, uma romântica inocente.
O romantismo perdeu lugar no nosso tempo.
Ainda sei de cor todas as músicas do Roberto.
É talvez eu seja uma romântica as avessas.
Uma romântica as avessas.
Tenho aprendido a olhar de forma mais doce.
O medo já não é constante.
A única certeza é que me engano bem.
Amo pra dentro, em silêncio. Isso me faz parecer estranha.
Que meus amores são raros, muito, mas intensos.
O que me aquece nos dias de frio.
Frases românticas que nunca direi...
Vou parando por aqui, no máximo,
"que seja doce."

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