Barquinho de papel e o meu amor...


E quando você percebe que o tempo todo esteve amando errado?
De que não era daquele jeito, daquela forma, naquele tom.
Na direção inversa?

De que até então as águas corriam na direção contrária, e de que por correr na direção contrária todo movimento acabou sendo absurdo e inútil.
Como chuva que inconformada de de cair tenta ingenuamente chover pra cima.
Mas não era possível... necessário desaguar, seguir caminho, fluir na direção do vento.
Em vão, olhava para nada pensando que em vão amara.
Mas que amor assim, relação, encontro, desejos e todas essas coisas doces e tristes não podem ser antecipados,
Afetos profundos e quentes feito barquinho de papel postos na corrente.
Frágil.
Percebia, perplexa, como quando vemos pela primeira vez algo grandioso e que brilha, que aquele jeito de amar, tinha outro nome.
Aquilo não era amar, era defender.
Um pouco de chá quente...
Viu uma margarida nascer na sua mão.

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