Quando sonho estrelas.


Assim, uma outra vida.
Sem questionamentos e sem esperanças seguimos em outra direção.
Remexemos nesta sede antiga, quase esquecida pelos dias mornos que se sucedem.
Submetidos que estávamos, não percebemos o céu azul escuro, repleto de estrelas. Porque é preciso estar com a alma solta para ser tocado pelo que brilha e é livre.
Sem expectativas, uma entrega completa.
Ontem? Amanhã?
Não entendo.
Nossa sede de viver é agora.
A urgência esconde, distraídos não notamos que o que estávamos sendo, não era.
*
Todos os dias, por medo, disfarçamos o que há de melhor em nós.
Sufocando lentamente o mais nobre, substituindo sem perceber o forte por coisas outras que não valem como dizem.
*
Já não importa, me dá tua mão e teu abraço forte.
Vamos olhar para o céu. Em silêncio, sem pensar.
Sem tentar enquadrar este sentimento que não cabe.
Fica em silêncio e sente apenas.
O desafio de não explicar a intensidade.
Descobrimos, só nos é permitido viver o explicável.
Pois eles temem os fortes.
Já não importa, fecha os olhos, afinal,
Já está amanhecendo e logo não sentiremos as estrelas.
A.Beheregaray

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