DISCUTINDO A RELAÇÃO in Vídeo!

Loading...

terça-feira, 19 de maio de 2015

Carta a D. - André Gorz


Amanhecendo apaixonada pelo pequeno livro de André Gorz, Carta a D. Este comovente relato sobre um grande amor repleto de estórias e reflexões filosóficas sobre esse fenômeno incansável a explicação racional, O amor. 

'André Gorz, jornalista austríaco radicado na França, reconhecido por seus trabalhos nas áreas da filosofia e sociologia, surpreendeu o mundo ao escrever Carta a D., uma pungente declaração de amor a Dorine, sua companheira por quase sessenta anos. Dirigindo-se à mulher doente, Gorz relata a história de paixão, cumplicidade e militância (com propostas inovadoras no setor trabalhista e uma atuação pioneira em ecologia política) que os uniu para sempre desde que se conheceram em Lausanne, na Suíça, em outubro de 1947. Com o agravamento irremediável da doença de Dorine, os dois se suicidaram e seus corpos foram encontrados lado a lado em 24 de setembro de 2007.'


Trecho - 'é impossível explicar filosoficamente por que amamos e queremos ser amados por determinada pessoa, excluindo todas as outras. Na época, não procurei a resposta para tal questão na experiência que estava vivendo. Não descobri, como faço agora, qual era o alicerce do nosso amor. Nem o fato de estar dolorosamente obcecado pela coincidência sempre prometida e evanescente do gosto que temos por nossos corpos - e quando digo corpo, não esqueço que 'a alma é corpo' (...) nos remete a experiências fundadoras cujas raízes estão mergulhadas na infância; na descoberta primeira, originária, das emoções que uma voz, um cheiro, uma cor de pele, um jeito de se mover e de ser, que serão para sempre a norma ideal, tem ressonância em mim. É isto: a paixão amorosa é um modo de entrar em ressonância com o outro, corpo e alma, e somente ele ou ela. Estamos aquém e além da filosofia. 

André Gorz

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Tempos difíceis, tempos de escuridão, tempos de travessia e os anjos que encontramos no caminho.



A vida é cheia de momentos assim, sabemos. Ela não é, como querem crer alguns, a felicidade diária e patética estampadas nas páginas das redes sociais. Esses momentos sombrios atravessam nosso caminho muitas vezes por motivos externos e aleatórios, e outros somos nós mesmos os responsáveis por eles. Nós e nossas contradições e ambivalência, nossa inconsciência do que somos e desejamos, nós e nossa famosa tendência em nos boicotarmos.
Tempos assim são passiveis de serem superados, acredito nisso, mas não sem dor. Atravessar tempos assim significa atravessar a solidão, o medo, o desamparo. É vencer o cansaço e a desesperança na certeza de que somos capazes. Lutar é a condição primeira da superação.
Tempos assim, de caos e desorientação podem consumir você. No meio dessa escuridão muita gente se perde, cegos de medo, cegos de raiva, cegos de orgulho não conseguem atravessar a escuridão. Vendem a alma ao diabo, alucinam e deixam o caráter escorrer pelas sombra.
Os tempos difíceis e a escuridão esclarecem nossas dúvidas e os cantos escuros do nosso caminhar. Apaga o que é falso e não tem força, ilumina tudo o que for verdadeiro e traz consigo a surpresa de gente que não tem nada a ver com isso, mas se importa - gente assim eu chamo de anjo. Os anjos também são encontrados nas trevas. São eles que nos estendem a mão.
Acredito que quem tem força, sentido, motivo, fé e amor é capaz de passar por tudo isso e sair inteiro, melhor e mais forte.
As armas são sempre invisíveis percebe? Força, amor, fé. Não se pode tocá-los, apenas sentir e é com aquilo que não podemos ver que vencemos as maiores batalhas
Situações difíceis nos fazem descobrir forças naquilo que é invisível, e no fim, descobrimos, o invisível é o que realmente importa.


Andréa Beheregaray.

Sobre o medo da perda.


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Individuação Feminina.



'Para ser completa, para experimentar a totalidade da sua sexualidade, competência, crescimento intelectual e perícia profissional, que constituem a natureza humana própria, ela corre o risco de ser punida e marginalizada (...) A jovem mulher que completa a busca é, por definição, uma pária da sociedade e sua busca social é por definição associal.'

Annis Pratt
Analista Junguiana.

domingo, 19 de abril de 2015

Hora marcada.


 
Reencontro.

Pensamentos voando, invadindo as horas, tudo que foi dito, e principalmente tudo aquilo que não foi possível dizer. Em pé, diante da porta, a um passo do reencontro tanto tempo depois. Pensei em dizer tanta coisa. Detalhes, desdobramentos. Calei. Quis te ferir, confesso, cravar lenta a navalha afiada das palavras não ditas, enferrujadas. Recuei. Silenciarei a agressão para que fiques... até o fim, até o fundo daquilo que não foste capaz de viver . Suave recolhi o desejo de te fazer sentir culpa. A culpa que te faria perceber a dor causada. Despedaçamento. Diante da porta recuo . Melhor seria falar sem deixar transparecer emoção alguma, para que te confundas sobre o que sinto. sumulando um afastamento impossível?

Repassei milhares de vezes, poderia eu desculpar, tirar de dentro de mim, do fundo dos meus olhos aquela imagem? Sabia que não. Desejava profundamente que sim.

Durante esses meses todos perdoei teus enganos, teus silêncios, tua loucura, tua indecisão. Todos aqueles retornos que nunca vieram. Desfiei o tempo desdobrando as migalhas de atenção que alcançavas displicente. Teus mudos diálogos tortos que visavam apenas prolongar aquilo que já se sabia terminado.

Fechei meus olhos para teus equívocos e tua explicita falta de consideração. Acumulei e-mails que nunca enviei, além de todos os outros que você nunca desejou responder. E todos eles guardavam sempre o mesmo tom. Eram amargas as cores do desamor. Quando tempo precisamos para aceitar o desamor daqueles que amamos? desconfio que uma vida inteira.

Relendo cada uma das cartas guardadas, vejo que o novo é velho . Que tua negligência é antiga, assim como são antiga tuas mentiras. Mentiras que nem mesmo te dá ao trabalho variar. Não renovo o espanto ao ouvi-las, estou cansada. Será mesmo que acreditavas que acreditei? Te consideras bom mesmo na arte do engano...

Parada diante da tua porta guardei o tom irônico e sarcástico, transformando em passividade toda minha angústia. A vida é feita de fatos, não de argumentos. Palavras são apenas palavras, fatos é que demostram o que sentimos. Os fatos sempre contrariaram teus palavras. Procurei o teu amor nos meus dias, teu cuidado nas minhas noites de solidão. As lágrimas me impediram de encontrar o amor em atos. Gritavam alto os fatos em noites escuras de tempestade e confusão. Impedida, não pude ver.
Estranho hábito de machucar quem te quer bem. Criança que nada entendes de amor e consideração. És um homem que não sabe amar. Teu coração é leviano. Guardei as armas que mantive afiadas, prevendo que ao usá-las estaria decretando o fim de alguma coisa que só ameaçou.

Sem arrependimentos e sem tristezas. Quando disseste não à nós dois, disseste não a tua parte mais bonita. Não pelo que sou, mas pelo que você demostra ser quando é amado. Não existe álibi para consciência, a vida não aceita desculpas.

Acaricio a porta...recuo...recolho o amor desperdiçado, os estilhaços deixados...memórias delicadas conservam o pó do descaso.Penso em você atrás da porta, no seu sorriso...suas mãos... guardo as poesias desfeitas, as expectativas, o encontro. Guardo o toque suave por baixo da mesa, o sorriso malicioso, as noites de lua, o céu de estrelas que cobriu nosso amor. A mala sempre pronta, o amor profundo agora esquecido. Penso em você e meu coração se enche de emoção. Guardo em mim o grande amor que tive, os sonhos interrompidos pela insônia do abandono. Madrugada antiga. Não foi a mim que você perdeu, foi a você mesmo. Construindo a escada do lado errado, num mar de orgulho e ilusões. Na hora incerta diante da porta é muito tarde para voltar atrás. Falar não serve. Quando há tanto a dizer o muito vira muito pouco. Da porta que nunca abri, parto enfim. Chegou a hora do reencontro. O reencontro em mim.

Andréa Beheregaray.
 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Amor






Passei a precisar. Após sua chegada mudei o jeito de andar, trago um sorriso mais largo e um novo brilho no olhar. Também deixei de comer e tenho dormido pouco. Se por fora tenho estado mais frágil por dentro sou solidez e amor. A simples imagem do seu sorriso me alimenta por dias, o calor do seus carinhos me aquece nas noites em que não está ao meu lado. De tudo o que permanece, enquanto o encontro não vem, a única coisa que não resolvo é esse aperto no peito que me provoca enorme falta de ar. É que passei a precisar do seu cheiro para respirar. 




Andréa Beheregaray

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Amor...







(...) a experiência amorosa, seja pelo êxito ou pelo viés do desespero, é aquela que tem o poder descomunal de fazer o sujeito se indagar sobre si mesmo, de se perguntar sobre as suas escolhas, rever o que sabe ou imagina saber sobre si, pois, no amor, somos e experimentamos o melhor e o pior de nós mesmos. O amor é enigma a nos desafiar. Amor como deciframento. 

Marcus Quintaes.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Canalha X Mulherengo.





Dizem por ai que mulher gosta de canalha, tirando as sadomasoquistas, mulher não gosta de canalha não, mulher gosta de homem que gosta de mulher (ou de mulher que gosta de mulher, dependendo do tempo, da dose e da temperatura) e existe um tipo em especial que é frequentemente confundido com o canalha, e que deve ter dado origem a essa falsa ideia, o famoso mulherengo. 

Mulherengo: homem que gosta muitoooo de mulher. Outra coisa é homem que gosta de sexo, mas nem tanto de mulher; outra coisa ainda, homem que não gosta muito nem de uma coisa nem de outra também existe e tem o canalha. O canalha pode ser qualquer um das alternativas anteriores, menos ser um canalha-mulherengo. Porque? Por uma diferença básica, mas fundamental, chamada honestidade.

O mulherengo geralmente é solteiro, por que afinal gosta muito de mulher e vai querer estar/sair com o maior número possível delas, não por canalhice, compulsão ou perversão, mas simplesmente porque ele gosta de mulher, assim como gostamos  de sushi, café, churrasco, chocolate, homem, etc, é visceral, natural e ponto final. O mulherengo costuma ser fascinado pelo universo feminino, suas artimanhas e complexidades, nuances e multiplicidade. Já o canalha não se interessa por nada disso, se bobear nem gosta muito de mulher, elas estão ali apenas para satisfazer suas faltas e feridas psíquicas.

Diferente do canalha, o mulherengo faz questão de deixar claro desde o início sua condição de solteiro convicto. Não porque quer magoar, enrolar ou usar você, é sincero exatamente pelo motivo contrário, ele sabe quem ele é, como ele é e o quanto gosta de estar com mulheres, por isso o que ele quer é não te magoar. Até que se apaixone de verdade ele não tem planos de abrir mão da sua liberdade, quem quiser ficar que fique. Já o canalha, provavelmente não quer se envolver também, mas certamente quer que você se envolva. Esse é o truque, vai te chamar de linda, fazer você se sentir especial, insinuar que o relacionamento tem muitas chances de dar certo pra depois pular fora assim que você estiver na dele ou surgir uma conquista mais interessante. 

No quesito sedução, em função do fascínio que tem pelo feminino, o mulherengo é um sedutor nato, não de todas e qualquer mulher, mas daquelas que ele considera interessantes, pelos quais se sentiu atraído. Já o canalha aprende truques básicos de sedução (que ao olho experiente soam clichês e patéticos) e aplica seus truques com todas, não importa quem, o que importa é ele provar pra si mesmo o quanto é bom nisso. Ele é aquele tipo na festa que chamo de homem farol, gira a cabeça num ângulo de 360 graus freneticamente sorrindo e tentando contado visual com qualquer uma que se ofereça. Já o mulherengo, claro, tem foco.   

Sexualmente tem outro ponto fundamental. O mulherengo se interessa pela mulher inteira, já que seu desejo e seu prazer tem a ver com o universo feminino que fascina. Tem tesão pelo corpo, pela história, por aquela mulher em particular, seu universo, sua mística. O canalha nem sabe o que é isso, e se sabe é só de ouvir falar. Na cama tudo isso se reflete de forma explícita, o mulherengo se entrega a experiência como um chocólatra em fábrica de chocolates, se delicia e a mulher percebe na hora o quanto ele gosta daquilo tudo. Já o canalha é pura performance, segue um roteiro para impressionar o eleitorado e depois ficar se gabando que é 'O' cara. Se disseram pra ele que mulher gosta de preliminares ele se dedicará 2 horas à tarefa, não porque gosta, ou porque você gosta, mas apenas para ficar achando que é o cara na cama, que tem desempenho nota dez. Disseram pra ele que mulher gosta de pirueta? Lá estará ele dando dez piruetas para depois contar aos amigos que deu 20, pura performance. Fake, fraco, cena. Um homem nu que visto de perto não passa de um menininho tentando se convencer o tempo todo que é um grande homem. 

O canalha não convence, já o mulherengo pode ser um homem fascinante se você topar correr o risco de se envolver. O envolvimento com o mulherengo, apesar da honestidade de intenções, pode sim ser muito intenso e avançar, já com o canalha no envolvimento a água não passa das canelas, porque ele não está interessado em você, está interessado em contar pontos, vantagem, história para os amigos, sempre se vangloriando muito, claro. O canalha sente prazer quando uma mulher corre atrás dele, sofre por ele , já o mulherengo fica constrangido, chateado, não se sente mais homem por isso, ao contrário do canalha que só se sente homem com isso. 

O que o canalha quer ? Afirmar sua frágil autoestima, escondendo seu ressentimento secreto pelas mulheres, bebezinho mal amamentado, trauma de menininho birrento que no fundo sabe perfeitamente que é uma farsa, livrinho chinfrim que só seduz nas primeiras 3 páginas e não tem condições de manter a mulher interessada no restante da leitura.   

O mulherengo não é canalha, é apenas um homem solteiro, que gosta de mulher e liberdade e que não quer magoar você. Já o canalha, em função dessa autoestima do tamanho de um milho (vai saber o que a mãe desse garoto fez com ele), faz questão de contabilizar o maior números, pontos, desempenho, conquistas e mentiras possíveis para no fim ter o prazer de magoar você, porque gente assim só se sente grande quando diminui os outros.            

Enfim, tudo isso só pra dizer que nós mulheres não gostamos de canalhas, porque não gostamos de crianças. Gostamos sim de homens que gostam de mulheres e que porque gostam, respeitam. De homens que não precisam mentir, nem denegrir ninguém para se sentirem homens. Gostamos de homens que tem a coragem de dizer o que pensam e o que desejam das relações nos dando a oportunidade e o direito de escolher se queremos permanecer na história. E tenho certeza que os homens também gostam disso, de verdade, coragem e autenticidade nos relacionamentos.  E os canalhas pegadores? Sinceramente? Não passam de uma mistura patética de Peter Pans com machões, patéticos por excelência. 


Andréa Beheregaray.      

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Casal sem futuro.







O relacionamento dos dois nasceu condenado, fadado ao fracasso. Impedimentos, distâncias, impossibilidades internas, externas. Tinha dias que tudo isso parecia tanto, já em outros esse tanto não parecia fazer sentido algum. O fato é que não era possível criar expectativas ou ter esperança – Como se vive sem isso?! - Pensavam sem querer pensar muito no assunto. As coisas entre eles eram assim, estavam impedidas de crescer, apesar de crescerem. ‘Relacionamento sem futuro’ ficou decretado, não sem lutas ou discordâncias, mas desejo não é coisa de se querer por dois. E tudo isso que parecia ser seco, real e áspero e que afinal era, não impedia que estivessem próximos ou pensassem um no outro. Ausência presente, ausência permanente, solidão de dormir abraçada. Condenados que estavam, eram livres pra falar o que sentiam e assim não sentir demais. Não havia o medo da perda, já estavam perdidos, condenados a clareza de terem encontrado algo importante e ainda assim ser preciso partir.

Sabiam que dariam certo se não fosse tudo o que era. Sabiam que se tudo o que era não fosse de fato, seriam muito felizes juntos. Duas horas deles equivaliam a um mês inteiro de outro casal qualquer. Quanto tempo demorou para perceberem que fariam uma ótima dupla? Não só por fora, mas por dentro também? Daqueles casais que crescem juntos, se incentivam, trocam e admiram um ao outro? Daqueles casais que instigam a mente um do outro a ser mais? Um colorindo a criatividade e convocando a ir além? Um sendo o amor do outro para dar sentido a todo resto que sem amor não vale nada? Desconfio que demoraram muito pouco para perceberem. Entre eles a coisa tudo fluía sem jogos ou entraves, o riso era fácil, o beijo era bom, a cama uma delícia, daquelas onde o desejo amanhece aceso e a memória gosta de relembrar os detalhes. A conversa daquele casal que não seriam dois juntos apenas separados, era rica e não terminava nunca, pedra de toque, ponto de ligação.

Dobravam o dia e as horas pendurados ao telefone, à moda antiga, trocando impressões, contando novidades, amenidades, planos, projetos, temores, de antigos amores talvez presentes ainda, de vez em quando até cantavam, faziam poesia, escovavam os dentes entre uma frase e outra, discutiam a relação que não tinham, ou que tinham, mas não podiam ter. Acumulavam horas e horas de alegria compartilhada e confidências trocadas. Justo ela que não gostava de falar ao telefone. Justo ele sempre tão pé no chão. Houve uma vez em que ele dirigiu três horas pendurado na linha contando a ela sobre tudo o que tinha feito, o mundo que tinha visto, a saudade que sentia das coisas que planejava viver. Na outra ela arrumou a casa, lavou o pátio inteiro, colocou tudo em ordem enquanto segurava a mangueira numa mão e o telefone na outra só para não interromper a conversa, as horas escorriam e ela pensava que era bom ter encontrado alguém como ele, alguém que parecia se importar de verdade, que tinha os olhos claros, cheios de segurança, solidez e amor.

Esse casal que se sabia sem futuro algum, que não podia crescer ou ter esperança, tecia uma história feita de admiração, respeito, e afeto. Esses dois cheios de planos irrealizáveis, de amor desperdiçado e sonhos pela metade eram o casal fracassado mais bonito que ela conhecia. Mas ela sabia e ele também, que de alguma forma, essa dupla sem possibilidades já havia dado certo. Do casal sem futuro, esse foi o presente, a certeza de que terem se conhecido foi sorte, loteria e isso já fazia tudo valer a pena.

Andréa Beheregaray.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Casas de grandes nomes - post atualizado.


Novas dicas, post atualizado!

Resolvi pesquisar e postar as casas e grandes nomes. 
Locais para serem incluídos nos roteiros de viagens.  


Frida Kahlo
México




Frida nasceu e viveu com Diego Rivera na Casa Azul fica em Coyoacán, distrito da Cidade do México, hoje transformada em museu. Aqui é possível ver obras, imagens, objetos pessoais. A casa é muito bonita e bem preservada, o distrito de Coyoacán é um dos mais legais para visitação, próxima a casa de Frida e Diego fica a casa museo de Leon Tróstky. 
Aberta à visitação das 10 às 18h, de terça-feira à domingo não aceita doláres,portanto, leve seus pesos mexicanos.

Detalhe importante, dentro da casa tem uma lojinha linda!!

Na foto abaixo o atelier de Frida com sua cadeira de rodas e o espelho usado nos seus auto-retratos.






Leon Tróstky
México.



Fundador do exército vermelho e do Partido Comunista perseguido por Stalin Trótstki refugiou-se no México, viveu 2 anos na casa de Diego e Frida com quem teve um caso. Após a descoberta do romance por Diego, Trótstki foi morar em uma casa próxima, hoje transformada em museu. Você pode ir andando de uma casa para outra. Assim como a casa de Frida a do pensador está bem preservada e quase toda ela possui objetos originais.
Perseguido por Stalin o pensador sofreu muitos atentados contra sua vida, nesta casa existem mais de 200 buracos de bala do penúltimo atentando. Foi nesta casa também que Trótstki foi morto com uma machadinha por um agente infiltrado que dois anos antes começou a namorar a irmã de sua secretária.
Ele e a esposa estão enterrados lá. Hoje quem administra a casa é seu neto que estava presente no atentando.
Na foto a porta da casa que foi protegida com tijolos para maior segurança.



Salvador Dalí
Catalunha.




Dica da Ivana Lima Regis
A casa museu do pintor Salvador Dalí  fica na ilha de Port Lligat, Catalunha.
Conhecendo a casa e o local é possível perceber muitas semelhanças com o trabalho do pintor.

Site  http://www.salvador-dali.org/museus/portlligat/index.html.




 Agatha Christie
Inglaterra








A casa de campo da escritora Agatha Christie (1890-1976 ) localizada no condado de Devon (sudoeste da Inglaterra). A restauração custou 6,4 milhões de euros (R$ 19,4 milhões) e contou com a participação de voluntários para restauração. Aberta ao público.



William Shakespeare 
Inglaterra



Casa em que nasceu Shakespeare em Stratford-upon-Avon (Inglaterra), localizada a 160 km de Londres. Aberta para visitação.



Jane Austen
Inglaterra 


 Casa museu da escritora inglesa (segunda mulher escritora da Inglaterra). Fica situada na pequena localidade de Chawton, nos arredores de  Alton, Hampshire - 80 quilômetros a sudoeste de Londres. 

Site - http://www.janeaustenmuseum.org.uk/


Virginia Woolf
Inglaterra 




Virginia teve duas casas principais, uma em Londres, que eu saiba parcialmente destruída pelos bombardeios da II Guerra Mundial que atingiram a cidade e Monk’s House, a casa para onde Virginia e Leonard Woolf  mudaram-se durante esse período em Sussex, Inglaterra. Próximo a esta casa Virginia cometeu suicídio depois de terminar seu último livro Entre os atos.


Wolfgang Amadeus Mozart

Áustria




Essa eu fui! Fica em Salzburgo na Áustria na Makartplaz.  Mozart viveu entre 1773 e 1781, antes de se mudar para Viena. Compôs aqui inúmeras sinfonias, serenatas e cinco concertos para violino e piano.



Edith Piaf
França



Essa casa linda fica localizada em Plascassier, no sul da França. Foi adquirida por Edith em 1950 e viveu nela até sua morte em outubro de 1963. A construção tem mais de dois séculos e estava a venda por 
 6.890.000 euros, aproximadamente R$ 15 milhões.
Confira no site mais imagens

http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI213099-16940,00-A+CASA+DE+CAMPO+DA+CANTORA+FRANCESA+EDITH+PIAF.html


 Carl Gustav Jung.
Suiça



Idealizada e construída por Jung , a casa fica em Küsnacht no Cantão Zurique, as margens do lago de Zurique a casa foi construída em etapas. Com o passar do tempo saia cada vez menos da casa e aqui produziu grande parte de sua obra inclusive seu último livro - único para o público leigo- O homem e seus símbolos. Morreu nesta casa no dia 6 junho de 1961 aos 86 anos.
 




Sigmund Freud


Existem duas casas de Freud possíveis de visitar em Viena e Londres. A de Viena é a casa em que ele viveu até a II Guerra Mundial mudando-se depois para Londres que é a outra casa museu.

Hhehe, tinha esquecido de mencionar a casa do Freud.


Fernando Pessoa
Portugal


Essa certamente você já deve ter ouvido falar a casa do Poeta Fernando Pessoa que fica em Lisboa. Fácil de chegar, linda de ver. Segue o site para mais informações.   


http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/



Gabriel García Márquez
Colombia



A casa em que Gabriel García Márquez nasceu fica na Colombia e já está sendo restaurada.

Segue informações do blog dos escritores hispanoamericanos

"El Gobierno de Colombia reconstruirá la casa natal del escritor Gabriel García Márquez, situada en la población de Aracataca, en el departamento caribeño del Magdalena, anunció este 5 de octubre el Ministerio de Cultura.
El despacho indicó que aportará los casi 85.000 dólares que vale la reparación de la casa en la que, en 1928, nació el novelista y premio Nobel de Literatura de 1982, que está muy deteriorada. Para realizar las obras se abrirá el próximo 17 de octubre un concurso público en el que podrán participar profesionales o empresas de construcción.
García Márquez, quien reside en México hace más de veinte años, estuvo en contacto en los dos últimos dos años con líderes de su pueblo natal que promueven la construcción de obras municipales.
Aunque la familia del Gabo era oriunda de otras regiones del Caribe colombiano, el escritor nació en Aracataca cuando su padre trabajaba allí como el telegrafista del pueblo. La zona aparece en casi todas sus obras retratada en el mítico mundo de Macondo.
También en 2005 las autoridades de la población propusieron cambiarle el nombre por Aracataca-Macondo, pero la iniciativa no fue aprobada en una votación efectuada a comienzos de este año."


BRASIL


Hilda Hilst - Casa do sol
Brasil


Situada em Campinas (SP) foi construída por Hilda em 1966 recebeu o nome de Casa do Sol. Após sua morte a casa foi transformada no Instituto Hilda Hilst.  

Mais informações no site : http://www.hildahilst.com.br




Caio Fernando Abreu 
Brasil






Vendo a situação das outras casas até me bateu uma tristeza de ficarmos apenas com a placa de homenagem, mas enfim. Volta e meia me perguntam onde fica então ai vai : Oscar Bittencourt n. 12 no bairro Menino Deus em Porto Alegre.   


Mário Quintana
Brasil




O hotel em que viveu Mario Quintana fica no centro de Porto Alegre. Vale dizer que o quarto que está lá não é o quarto do poeta - memória forjata se chama isso. Ele se hospedou em vários quartos e o que lá está é figurativo, para "dar uma idéia" de como deveria ser.

http://www.ccmq.com.br/


Rui Barbosa
Brasil



Dica do Rubens Beheregaray, casa do Rui Barbosa no Rio de Janeiro.

Site da fundação com mais informações e endereço!






Casa da Anita!

Lugar de onde nunca parti, Laguna, Santa Catarina <3 font="">

Apresentando a história desta heroína para meus filhos (2002).  

Essa na verdade não é a casa da Anita, a casa era do tio dela e dizem que foi aqui que ela se vestiu para o seu casamento, aos 14 anos, com Manoel dos Cachorros. 
Anita, na verdade, morava em Ribeirão da Ilha, ao lado de Laguna.